Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Metroviários preparam paralisação no fim do mês contra concessão do Monotrilho

Assembleia aprovou 'agenda de lutas' da categoria; nesta quinta, haverá panfletagem em estações

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

06 Junho 2018 | 22h17

SÃO PAULO - Na esteira da greve dos caminhoneiros, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo prepara uma paralisação para pressionar contra a concessão do Monotrilho, a Linha 15-Prata, do Metrô. Foi aprovada, em assembleia realizada nesta quarta-feira, 6, uma "agenda de lutas" contra a "privatização e terceirização" da classe.

O evento dessa quarta foi marcado por baixa adesão - havia cerca de 100 pessoas na sede do sindicato - e pelo discurso de aproveitar a crise provocada pela greve dos caminhoneiros. "Esse é um momento importante", disse Altino Prazeres, um dos diretores da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro). "Vamos aproveitar para fazer a nossa greve, mas com debate ideológico com a sociedade."

Por votação unânime, os metroviários convocaram nova assembleia para o dia 19, para votar a paralisação prevista para o dia 26. Nesse mesmo dia, deve ser realizada a concorrência da concessão do Monotrilho.

Também foi aprovado um ato para a próxima semana, no dia 13, por reivindicações internas dos funcionários. Na pauta, está o fim de horas extras de operadores do Metrô e a oposição à transferência de funcionários da Linha 5-Lilás.

Na quinta-feira, 7, os metroviários vão distribuir uma "carta-aberta" nas Estações Barra Funda, Luz, Itaquera e Jabaquara. "Greve dos caminhoneiros escancara problemas das privatizações" é o mote.

"Precisamos ir mobilizando os companheiros para a luta, para que no dia 19 tenhamos uma sede cheia para a votação da greve", disse Wagner Fajardo, um dos diretores do sindicato.

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