Metroviários podem parar a partir de segunda

7.500 metroviários pedem reajuste de 14,5% nos salários - 4,5 % da inflação acumulada e 10% de aumento real

Daniel Gonzales, Jornal da Tarde

20 de maio de 2008 | 10h02

Os funcionários do Metrô da Capital podem entrar nesta terça-feira, 20, em estado de greve, caso não aprovem a proposta de aumento que deve ser apresentada pelo Metrô durante a manhã. Em campanha salarial, os 7.500 metroviários pedem reajuste de 14,5% nos salários - 4,5 % correspondentes à inflação acumulada desde maio do ano passado e 10% de aumento real. A possibilidade de greve a partir da próxima segunda é real, segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários, Wagner Gomes. A proposta do Metrô será feita em uma reunião, às 10 horas. A assembléia ocorre às 18h30. "O que vai acontecer dependerá da resposta do Metrô. Se não derem nada, também não trabalharemos nada", adiantou Gomes. "Podemos ainda atrasar o início do funcionamento do Metrô, partir para uma operação tartaruga, fazer uma passeata", disse o sindicalista. O Metrô não quis detalhar o que pretende propor aos trabalhadores. A companhia apenas afirmou que as negociações estão 'em andamento'. Os trabalhadores reivindicam ainda o pagamento de R$ 3 mil para cada funcionário, a título de participação nos lucros e resultados da empresa, a readmissão de 60 metroviários que foram desligados da empresa em agosto do ano passado, depois da greve que parou o Metrô por quase dois dias, e o fim das terceirizações, principalmente no setor de manutenção da companhia. A empresa já se comprometeu a estudar pelo menos uma das reivindicações dos funcionários - a criação de um plano de carreiras, cuja proposta deve sair em 3 meses.

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