DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Metroviários ignoram decisão judicial e aprovam greve nesta 4ª

Em assembleia, categoria confirma greve de 24 horas nesta quarta, mesmo após decisão do TRT determinar funcionamento de 100% da frota nos horários de pico

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

14 Março 2017 | 21h16

SÃO PAULO - O Sindicato dos Metroviários de São Paulo aprovou, em assembleia realizada na noite desta terça-feira, 14, paralisação de 100% do efetivo durante as 24 horas desta quarta-feira, 15, em apoio às manifestações coordenadas por centrais sindicais em todo o País contra as reformas da Previdência e Trabalhista.

A greve contraria liminar do Tribunal Regional do Trabalho concedida nesta terça-feira que obriga o sindicato a manter efetivo de 100% da frota nos horários de pico, das 6h às 9h e das 16h às 19h, e de 70% nos demais horários, sob pena de aplicação de multa de R$ 100 mil por dia.

Segundo o sindicato, a greve começa a partir da 0h e vai afetar os usuários das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 5-Lilás e do monotrilho da Linha 15-Prata. Apenas a Linha 4-Amarela, operada pela concessionária Via Quatro, não será atingida pela paralisação dos metroviários. 

Em nota, a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), afirmou que "lamenta a decisão tomada pela categoria que decidiu por uma greve política que irá prejudicar mais de 4 milhões de usuários". A estatal controlada pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB) informou que "irá adotar as medidas necessárias para minimizar os transtornos à população, acionando seu plano de contingência".

O Metrô afirmou ainda que a ausência ou abandono do posto de trabalho nesta quarta-feira implicará em desconto das horas trabalhadas e do descanso semanal remunerado. "O Metrô conta com o senso de responsabilidade que sempre pautou os metroviários para que a população não seja prejudicada", conclui.

Ônibus. O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo confirmou a interrupção a partir da 0 hora desta quarta-feira. A orientação é para motoristas de ônibus da frota municipal não circularem até as 8 horas.

Segundo a categoria, aproximadamente 9 milhões de pessoas utilizam os coletivos diariamente na capital paulista.

A Justiça de São Paulo determinou nesta terça-feira, 14, que pelo menos 70% da frota de ônibus da capital paulista circule na cidade durante a paralisação, mas o sindicato afirma que o protesto está mantido.

Trânsito. A Prefeitura de São Paulo determinou a suspensão do rodízio de veículos leves nesta quarta-feira, 15, por causa da ameaça de paralisação do transporte público. 

Segundo informação divulgada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), as restrições de circulação para caminhões seguem valendo normalmente.

"Os corredores de ônibus estão liberados para o tráfego de táxis, com ou sem passageiros, e ônibus fretados. Durante toda a manhã, até o meio-dia, carros poderão circular nas faixas exclusivas para ônibus", informa a CET.  

Além do rodízio, a cobrança da Zona Azul também estará suspensa nesta quarta. 

 

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