Metroviários fazem campanha contra homofobia

Funcionários do Metrô condenaram agressão ao colega Danilo Putinato, que foi espancado na Linha 1-Azul por ser gay

O Estado de S. Paulo

21 Novembro 2014 | 21h43

SÃO PAULO - Metroviários estão fazendo uma campanha contra a homofobia e em apoio ao colega Danilo Ferreira Putinato, de 21 anos, e ao seu namorado, o bancário Raphael Almeida Martins de Oliveira, de 20, que foram espancados por um grupo de 15 homens dentro trem da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo na tarde do dia 9 de novembro.

O sindicato dos metroviários divulgou uma nota em que condena a agressão e ainda acusa o Metrô de não combater a violência contra as minorias. "Entendemos que o Metrô é uma empresa que transporta mais de 4 milhões de passageiros por dia e não tem um programa efetivo para combater a homofobia, os assédios sexuais contra as mulheres, o racismo e qualquer forma de preconceito e opressão."

O sindicato também pede a criminalização da homofobia. "Bem como nosso colega de trabalho Danilo, muitos outros gays, lésbicas, bissexuais e transexuais estão inseridos na categoria, e para que mais casos como esse não ocorram com nenhum trabalhador metroviário ou com qualquer pessoa da nossa sociedade, exigimos a criminalização da homofobia".

No Facebook, funcionários do Metrô postaram fotos em que exibem cartazes em que pedem o fim da homofobia. Na publicação desta sexta-feira, 21, os ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) se juntaram aos metroviários na campanha.

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