Metroviários desistem de paralisação marcada para hoje

Categoria aceitou proposta de participação nos lucros da companhia; outras questões devem ser resolvidas em 30 dias

CAIO DO VALLE, O Estado de S.Paulo

24 Outubro 2012 | 03h02

Em assembleia realizada ontem à noite na sede do sindicato dos metroviários, no Tatuapé, zona leste de São Paulo, a categoria decidiu aceitar a contraproposta trabalhista oferecida pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). Com isso, a greve prevista para hoje foi cancelada.

A paralisação havia sido decidida no início do mês, mas foi adiada por 20 dias a pedido da desembargadora Rilma Aparecida Hemetério.

O prazo venceu anteontem, dia em que o Metrô formalizou a proposta. O ponto mais polêmico e que causou discussão entre os representantes do sindicato dos metroviários e da empresa diz respeito ao pagamento da participação nos lucros e resultados (PLR).

Na proposição reapresentada pelo Metrô, uma nova regra para a divisão das quantias chegou a ser aventada e até revoltou trabalhadores. Isso porque, em sua visão, a medida beneficiaria somente os empregados do alto escalão da empresa, como presidente e diretores, que têm salários acima de R$ 8 mil. O presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres Júnior, chegou a classificar a alteração como "provocação".

Contudo, na audiência de ontem, o Metrô recuou dessa decisão e decidiu oferecer aos metroviários a adoção, para o pagamento da PLR, dos mesmos critérios usados no ano passado. A alteração fará os trabalhadores receberem uma parcela fixa de R$ 3.251,15, além de uma parcela variável de 40% sobre o salário nominal. Isso garante um mínimo de R$ 4.140,63 para cada funcionário.

Acordo. Além disso, a empresa se comprometeu a solucionar, por acordo coletivo de trabalho, questões relacionadas a jornadas de trabalho que começam ou terminam em horários em que não há transporte público funcionando integralmente.

O prazo para a solução é de 30 dias, assim como para analisar o pedido de equiparação salarial de metroviários empregados entre maio de 2011 e abril de 2012.

Outro ponto revertido pelo Metrô foi o prazo para o pagamento da PLR - de abril, como queria a empresa, para fevereiro, como solicitava o sindicato.

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