Metroviários decidem hoje se fazem greve a partir de amanhã

Empresa não concordou com ideia da categoria de operar sem cobrar passagem; paralisação pode afetar 2,4 milhões

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2012 | 03h04

Representantes do Sindicato dos Metroviários e da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) devem decidir hoje se haverá greve no metrô a partir de amanhã. As entidades têm uma audiência de conciliação marcada para as 14h45 no Tribunal Regional do Trabalho, na Rua da Consolação, no centro.

Após a audiência, às 18h30, metroviários farão assembleia para avaliar o resultado da negociação e determinar a paralisação ou não. A categoria fez uma proposta alternativa para o metrô: no lugar de paralisar a circulação dos trens, o que afetaria em média 2,4 milhões de pessoas, a entidade quer liberar as catracas das estações e oferecer o transporte gratuitamente. Essa proposta já foi desconsiderada pelo Metrô, que argumenta ser ilegal oferecer transporte gratuito.

O sindicato quer, somando reposição salarial e aumento real, reajuste de 20,12%. O Metrô oferece 4,65%. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) ainda não definiu o porcentual de trens que deve permanecer em operação no caso de greve. As duas entidades haviam se reunido na quarta-feira, mas o encontro foi interrompido por causa da batida entre os trens da Linha 3-Vermelha, que mandou mais de cem pessoas para hospitais da zona leste da capital.

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