Metroviários decidem entrar em greve nesta quinta-feira

Paralisação por tempo indeterminado foi decidida em assembléia na noite dessta quarta-feira

01 de agosto de 2007 | 20h24

Os metroviários de São Paulo farão greve a partir da 0h desta quinta-feira, por tempo indeterminado, por conta de diferenças nas propostas de pagamento da participação nos resultados (PR) aos funcionários. Para que 3 milhões de pessoas não fiquem sem transporte, pela manhã, os metroviários propuseram colocar em circulação 85% da frota de trens, desde que a companhia concorde em liberar gratuitamente as catracas. Até 20h40, o Metrô não tinha comentado essa alternativa. Se não houver a liberação das roletas, o Metrô não circulará, dizem os metroviários. À noite, em assembléia, os funcionários do Metrô rejeitaram a contraproposta feita pela companhia, à tarde, de PR equivalente a uma folha de pagamento proporcional aos salários dos metroviários. "Essa proposta é desigual, pois beneficiaria com PR maior os maiores cargos", diz Flávio Godói, presidente do sindicato. Os metroviários querem a divisão de uma folha e meia de pagamento, em valores iguais, a todos os 7.500 funcionários. Segundo nota divulgada pela assessoria do Metrô, "a greve deverá obedecer ao despacho da Juíza Vice-Presidente Judicial Wilma Nogueira de Araújo Vaz da Silva, do Tribunal Regional do Trabalho, que determina o funcionamento de 85% da operação nos horários de pico, entre 6h e 9 horas e entre 16h e 19 horas, e de 60% nos demais horários". Ainda conforme o informativo, " o não cumprimento da decisão judicial acarretará ao sindicato responsabilidade civil e penal, além de multa diária de R$ 100 mil, que será revertida a favor do Hospital São Paulo, Hospital das Clínicas e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo". Por conta da paralisação, a Secretaria Municipal de Transportes (SMT) e a São Paulo Transporte (SPTrans) montaram um plano para suprir a ausência do Metrô no transporte coletivo da cidade. Em nota, a SMT divulgou que "algumas linhas integradas aos terminais do Metrô farão o trajeto dos bairros até o centro da cidade, além das linhas que normalmente já se deslocam até o centro; as operadoras do transporte coletivo estrutural (concessionárias de ônibus) vão operar com a frota máxima durante todo o dia". Outra questão que emperra a negociação é a proporcionalidade desta folha de pagamento. O Metrô oferece o pagamento, sendo 40% do valor fixo e os outros 60% proporcionais ao salário de cada funcionário. A categoria apóia o pagamento sem proporcionalidade, com valores divididos igualmente para todos. A última paralisação dos metroviários, ocorrida em 14 de junho, por reajuste salarial, durou 13 horas e deixou 3 milhões de usuários sem o transporte.

Tudo o que sabemos sobre:
Metrôgrevemetroviários

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.