Metroviários decidem entrar em greve na quinta-feira

Sindicato afirma que ainda que não há decisão sobre como será a paralisação

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2012 | 03h02

O Sindicato dos Metroviários decidiu entrar em greve na próxima quinta-feira. Uma assembleia realizada no começo da noite desta quinta-feira, 27, com a presença de cerca de 60 funcionários do Metrô, segundo o sindicato, decidiu pela paralisação para pressionar o Estado a mudar o pagamento da participação nos resultados.

A greve vai acontecer a três dias das eleições municipais, mas o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres, afirma que o movimento não tem ligação com o pleito. "Nossas reivindicações vêm desde a campanha salarial (em março, quando houve a última paralisação). Só estamos em estado de greve porque as negociações não avançaram. Além disso, não sei como a greve poderia ser vantajosa para nenhum dos lados (na disputa pela Prefeitura)", disse.

Prazeres disse ainda que não há decisão sobre como será a paralisação. "Poderá ser greve ou a liberação de catracas. Vamos negociar isso com o Metrô e com o governo do Estado, para não prejudicar a população."

Os metroviários reivindicam que a participação nos resultados seja dividida igualitariamente entre chefes e funcionários. "O presidente do Metrô vai receber R$ 18 mil de PR. O pagamento para o funcionário médio vai variar entre R$ 3 mil e R$ 4 mil", diz Prazeres. Eles querem ainda que o pagamento seja feito em fevereiro, enquanto o Metrô propõe abril. A reportagem não conseguiu contato com o Metrô na noite de quinta-feira, 27, para comentar o assunto.

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