Metrópoles criam regras para avanço de vagas de automóveis

Berlim instituiu limite para bairros, NY chega a vender espaço por até R$ 150 mil e Londres exige área para bikes

O Estado de S.Paulo

21 Março 2012 | 03h01

Metrópoles como Berlim, Nova York e Londres desenvolveram políticas para ajudar a conter as áreas dedicadas aos automóveis em seu espaço urbano. Na capital alemã, há um limite máximo para o número de vagas que cada empreendimento pode ter. Lá, a administração municipal analisa o número máximo de vagas que cada bairro ou região deveria ter - e a autorização é concedida caso a caso. Nos locais em que o estoque já está maior do que a demanda, até mesmo os espigões comerciais só podem construir garagens para bicicletas.

Em Nova York, como é muito difícil a prefeitura autorizar a construção de novas garagens para carros, as vagas existentes acabam sendo disputadas a tapa. Atualmente, um novo conjunto de prédios está sendo erguido no bairro do Soho e ele terá apenas dez vagas - que estão sendo vendidas por R$ 150 mil cada.

Já em Londres, na Inglaterra, para cada nova vaga criada o incorporador precisa fazer estacionamento para mais de dez bicicletas. No entanto, como a cidade limitou a construção de novas garagens nos últimos anos, terá de investir em estacionamentos para a Olimpíada deste ano. A cidade deverá ganhar um milhão de vagas até o meio do ano por causa da segurança - para evitar problemas no trânsito e tumulto nos arredores das instalações esportivas. / R.B.

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