Metrô vai a R$ 3 amanhã; bilhete único ainda tem carga mais barata

Usuários podem colocar crédito por R$ 2,90 no cartão. Tarifa antiga é descontada até fim dos créditos

TIAGO DANTAS, BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2012 | 03h05

Hoje é o último dia para recarregar o bilhete único antes que comece a valer o aumento nas tarifas do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A partir de amanhã, a viagem custará R$ 3. Quem recarregar o bilhete antes do reajuste, porém, vai continuar pagando R$ 2,90, o preço atual, enquanto tiver créditos. A cota máxima de carga do bilhete único é de R$ 200.

Quem recarregar o cartão com o valor máximo ainda hoje pode conseguir uma economia de até duas passagens. As catracas instaladas nas estações conseguem identificar créditos comprados até hoje e estão programadas para cobrar a tarifa antiga. O mesmo vale para as catracas dos ônibus municipais.

Pensando nisso, o analista de crédito Jonathan Mota de Souza, de 32 anos, decidiu ontem colocar R$ 150 no seu bilhete. "É melhor garantir logo. Só não entendo por que a passagem do metrô subiu R$ 0,10 e a integração (com ônibus municipais) subiu R$ 0,16", disse Souza.

O bilhete integrado entre metrôs e trens com os ônibus municipais, gerenciados pela São Paulo Transportes (SPTrans), também vai aumentar, e num porcentual um pouco maior, como constatou Souza. Vai de R$ 4,49 para R$ 4,65 por viagem.

Apesar da possibilidade de economia, não havia filas muito longas nos guichês de recarga de bilhete único de algumas estações de Metrô visitadas pela reportagem no fim da tarde de ontem. "Aqui estava mais cheio ontem (anteontem)", disse um funcionário da empresa contratada para gerenciar o sistema de recarga na Estação Barra Funda. Ele não quis se identificar à reportagem. "Muita gente está usando as máquinas porque pode pagar com cartão", explicou.

Praticidade. "Hoje em dia, acho difícil sacar R$ 200 e sair andando por aí com o dinheiro. Pagar com cartão é bem mais prático", disse a secretária Aline Torosian, de 27 anos, que colocou R$ 130 de crédito no bilhete. Moradora de Santo André, no ABC paulista, Aline usa trem e metrô todos os dias para se locomover até o trabalho, na região da Praça da República, no centro.

A Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos informou que o reajuste de 3,5% é menor do que a inflação dos últimos 12 meses - 6,5%, pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do governo. O aumento, segundo a pasta, é "necessário para manter o equilíbrio financeiro das empresas" e pagar "salários, eletricidade e todos os insumos para operação e manutenção do sistema".

Os ônibus intermunicipais que atendem a Grande São Paulo - e as regiões metropolitanas de Campinas e da Baixada Santista - também vão ter aumento.

O reajuste médio é de 5,33% (varia de acordo com a linha). Hoje também é o último dia para comprar bilhetes ou créditos e adiar o pagamento da tarifa mais cara nos cartões do sistema intermunicipal.

Descontos. O bilhete madrugador, que custa R$ 2,50 e é válido das 4h40 às 6h15 no Metrô e das 4h às 5h35 na CPTM, não terá aumento. A tarifa especial é uma tática para estimular o uso do transporte público antes dos horários de pico e, assim, tentar diminuir a superlotação nas estações.

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