JF Diorio/Estadão
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Metrô rescinde contrato da construção da linha 17-Ouro do monotrilho

Governo rescindiu o contrato de forma unilateral e alegou que obra era conduzida por consórcio em ritmo lento; obra deveria ter ficado pronta na Copa de 2014, que aconteceu no Brasil

Gilberto Amêndola, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2019 | 13h41

SÃO PAULO - O Metrô rescindiu o contrato de construção do monotrilho da Linha 17 - Ouro, uma das obras  prometidas para a Copa de 2014. Em nota, o governo do estado ressaltou que a obra estava sendo conduzida em ritmo lento pelo consórcio.  "Nos últimos 2 anos foram feitas várias  tratativas para a retomada das obras do monotrilho. Já foram abertos mais de 17 processos administrativos pelo atraso das obras, entre vários problemas. O consórcio tem 5 dias para  apresentar defesa prévia."

O consórcio CMI, formado pelas empresas Andrade Gutierrez, CR Almeida e Scomi, é responsável pelo projeto e implantação das vias, fornecimento de trens e sistema de sinalização do monotrilho da Linha 17-Ouro. As obras de oito estações e do pátio de manobras de trens não fazem parte do contrato objeto de rescisão e continuam em andamento.

Procurado pela reportagem, o consórcio comandado pela empreiteira Andrade Gutierrez informou que não irá se manifestar sobre o assunto.

O monotrilho era parte da Matriz de Reponsabilidades, assinada pelo governo federal e o governo do estado e Prefeitura. O documento prévia uma série de compromissos para a realização da Copa do Mundo no Brasil, em 2014. A previsão inicial era que o monotrilho estivesse em funcionamento ainda de 2013. A última previsão de entrefa era julho de 2019.    

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