Metrô registra mais um caso de 'ataque com seringa'

Estudante de 20 anos disse ter sido "pressão pontiaguda na nádega" enquanto estava na estação Tucuruvi, da Linha 1; jovem foi ao hospital fazer exames

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2016 | 12h45

SÃO PAULO - A estudante Gabriela Silva, de 20 anos, disse ter sido mais uma vítima dos "ataques" com agulhas dentro do Metrô. Em sua página no Facebook, a jovem relata que sofreu uma "pressão pontiaguda" na nádega por volta das 7h, no domingo, na estação Tucuruvi, da linha 1.

"Cheguei na faculdade e não deu para ver nenhuma marca de sangue, mas mesmo assim fui para o hospital (Instituto Emílio Ribas), e lá o doutor me passou os coquetéis profiláticos que vou tomar durante 28 dias. Chorei muito (muito mesmo), não porque isso aconteceu comigo, mas porque existem pessoas assim". A jovem relatou que havia outra vítima dos "ataques" de seringa no hospital, que disse ter sido picada na Estação da Luz, no centro, cerca de 30 minutos antes. 

O caso foi relatado aos funcionários do Metrô, que confirmou a informação. A companhia diz que "está à disposição das autoridades policiais para colaborar com a investigação". Ressalta ainda que "passageiros que presenciarem alguma ocorrência também podem colaborar informando as características do suspeito, por meio do serviço SMS-Denúncia (97333-2252)". A jovem não confirmou se registrou o boletim de ocorrência. 

A Polícia Civil suspeita que haja mais de uma pessoa envolvida nos ataques com seringa. No dia 31, os policiais prenderam o morador de rua Antônio Nogueira de Santana, já reconhecido por sete vítimas. Ele foi detido com uma seringa no bolso da calça.

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