Metrô quer que Delegacia da Mulher cuide dos casos de assédio

Em abril, um delegado da Delpom descreveu em um dos boletins de ocorrência que a vítima "estava trajando uma saia curta"

Isabela Palhares, Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

26 de setembro de 2015 | 17h35

Em reunião com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) na semana passada, o Metrô pediu que os casos de assédio sexual passem a ser registrados na Delegacia da Mulher, e não mais na Delegacia do Metropolitano (Delpom). A ideia é que a vítima de assédio seja atendida por uma equipe especializada em casos assim. Em abril, um delegado da Delpom descreveu em um dos boletins de ocorrência que a vítima “estava trajando uma saia curta”. A SSP não comentou o caso. 

Rubens Menezes, chefe do Departamento de Segurança do Metrô, disse que a mudança é pertinente, já que a delegacia da mulher pode oferecer atendimento especializado. No início do mês, o Metrô distribuiu material de orientação para os funcionários com as formas adequadas de atender as vítimas.

A CPTM informou que entre suas estratégias de segurança estão rondas com agentes, que estão preparados para lidar com situações que “fujam à anormalidade” e identificar suspeitos. Além disso, há 7.100 câmeras e um sistema de denúncia por mensagem de celular. “O sucesso das ações deve-se principalmente ao fato de as vítimas imediatamente denunciarem os molestadores”, disse.

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