Metrô quer inaugurar mais 4 shoppings

Após sucesso de parceria com iniciativa privada em Itaquera, já há projetos para Estações Vila Madalena, Tucuruvi, Jabaquara e Carrão

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

19 Março 2011 | 00h00

O Metrô bate recorde de passageiros ano a ano. Mas se engana quem pensa que seu negócio é só venda de bilhetes. Os quatro shoppings localizados em estações - Itaquera, Santa Cruz, Boulevard Tatuapé e Metrô Tatuapé - renderam R$ 25 milhões no ano passado. Para se ter ideia do sucesso que fazem, o Metrô Tatuapé recebe diariamente 80 mil pessoas - o mesmo público do Shopping Ibirapuera - e o McDonald"s do Itaquera é o que mais vende na América Latina.

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E não é só: há planos para inaugurar pelo menos outros quatro shoppings em estações nos próximos anos. Dois dos novos empreendimentos já estão com projetos adiantados - um deles está em obras. O Tucuruvi deve ser o primeiro a sair do papel, com previsão de inauguração para abril de 2012. Como houve atraso no cronograma, administradores do futuro shopping já estão repassando dinheiro ao Metrô. O outro shopping em andamento é o Vila Madalena, que está com projeto pronto e aguarda liberação da Prefeitura. O Metrô estima que ele ficará pronto cerca de um ano e meio depois do início das obras.

Além desses, a companhia fechou recentemente estudos sobre dois empreendimentos para "médio prazo". Um será erguido sobre o Pátio Jabaquara, na Linha 1-Azul, na zona sul. O outro será na Estação Carrão, mas com características um pouco diferentes das dos outros. "Nosso objetivo é fazer ali um shopping atacadista, para não concorrer com o Shopping Metrô Tatuapé", explica o diretor de Negócios do Metrô, José Yazbek.

Esses centros de compra no Metrô surgiram para ocupar terrenos desapropriados para servir como canteiro de obras, que ficaram sem uso após a inauguração das estações. Além de darem lucro, eles ajudam a controlar o fluxo de entrada de passageiros e, dependendo da região, promovem desenvolvimento, criando empregos e opções.

Hong Kong. A construção dos shoppings é sempre de responsabilidade da iniciativa privada e o Metrô cede os terrenos. Por isso, a companhia fica com parcela do lucro do shopping. Uma das metas do Metrô é incluir em futuros projetos de linhas, como a 6-Laranja, a definição de áreas para esses negócios. Exatamente como ocorre em Hong Kong, onde planos de novos ramais já trazem definição urbanística do entorno. O resultado é que o Metrô local já fatura mais com aluguel de imóveis que com tarifas.

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