Governo do Estado enviará proposta para isentar aluno de baixa renda do pagamento da passagem
Governo do Estado enviará proposta para isentar aluno de baixa renda do pagamento da passagem

Metrô e CPTM sobem tarifa para R$ 3,50 a partir do dia 6

Governado Geraldo Alckmin (PSDB) também anuncia que enviará projeto para a Assembleia Legislativa propondo tarifa zero para estudantes de escolas e universidades públicas e de baixa renda

O Estado de S.Paulo

29 Dezembro 2014 | 20h49

SÃO PAULO - O governo Geraldo Alckmin (PSDB) confirmou nesta segunda-feira, 29, o aumento de 16,67% nas tarifas de trem e metrô de São Paulo. Com o reajuste, o valor da passagem sobe de R$ 3,00 para R$ 3,50, mesmo acréscimo anunciado há três dias pela gestão Fernando Haddad (PT) para os ônibus da capital paulista. Todos os reajustes passam a valer a partir do dia 6 de janeiro.

Segundo a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, o aumento da tarifa cheia do Metrô e da CPTM está abaixo dos 17% de inflação acumulada desde o último reajuste, aplicado em fevereiro de 2012. No caso dos ônibus municipais, a tarifa estava congelada há quatro anos. Com a medida, o valor da integração entre ônibus, trem e metrô passa de R$ 4,65 para R$ 5,45 a partir da semana que vem.

A exemplo de Haddad, Alckmin anunciou nesta segunda-feira que enviará um projeto de lei à Assembleia Legislativa propondo tarifa zero no Metrô, CPTM e nos ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) para todos os estudantes de escolas públicas estaduais, incluindo universidades públicas, como a USP, e das Escolas Técnicas (Etecs) e das Faculdades de Tecnologia (Fatecs). A proposta também prevê isenção da tarifa para alunos de escolas e universidades privadas que comprovarem renda per capita de até R$ 1.550. 

Também terão direito ao benefício alunos de baixa renda cadastrados em programas estaduais que dão bolsas a universitários, como o Escola da Família e o Ler e Escrever, e os federais Prouni e Fies. O governo tucano estima que cerca de 65% dos estudantes que usam CPTM e Metrô terão isenção total no preço das passagens. A Assembleia está em recesso parlamentar e só deve votar projetos a partir de março. 

A medida atende parcialmente o pleito do Movimento Passe-Livre (MPL) e visa evitar uma nova onda de manifestações contra o aumento da passagem, como ocorreu em junho de 2013, após a tarifa subir de R$ 3,00 para R$ 3,20. À época, Haddad e Alckmin anunciaram juntos a revogação do reajuste após uma série de protestos de rua organizados pelo MPL. 

O movimento, contudo, já havia classificado o projeto de tarifa zero anunciado por Haddad e aprovado neste mês pela Câmara Municipal como “insuficiente” porque a gratuidade não deveria valer apenas no trajeto até a escola ou universidade. 

O MPL já convocou em sua página na internet a população para o “1.º Grande Ato Contra a Tarifa”, marcado para o próximo dia 9, uma sexta-feira, três dias após o início do reajuste.

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