Metrô de SP funciona normalmente, apesar da operação padrão

Companhia trabalha com intervalos maiores que o normal; sindicato suspende realização de horas extras

Paulo R. Zulino e Marcel Gugoni, do estadao.com.br,

09 de agosto de 2007 | 09h45

O Metrô de São Paulo está funcionando normalmente nesta quinta-feira, 9, apesar da 'operação padrão' anunciada na última quarta pelos metroviários. De acordo com a assessoria de imprensa do Metrô, as estações abriram normalmente, por volta das 4h30, e não foram verificados problemas no intervalo entre as composições.   Por volta das 6h30, durante o horário de pico do Metrô, o intervalo entre os trens era pouco maior que o normal. O intervalo, que normalmente não passa de 2 minutos, era de 2 a 3 minutos nas quatro linhas do Metrô.   A assessoria garantiu que a 'operação padrão' não prejudica o usuário final, ou seja, quando ocorre, atinge apenas setores internos do sistema e não os passageiros.   A operação foi decidida em assembléia como protesto à demissão de 61 funcionários que participaram dos dois dias de greve na quinta e sexta-feira passada. Segundo o Metrô, a demissão dos trabalhadores se deu por causa da "baixa avaliação no desempenho destes funcionários em suas funções".   Já o sindicato acusa o Metrô de ter demitido pelo menos quatro funcionários ligados à direção do sindicato, o que seria ilegal, pois estes estariam seguros pela estabilidade. Ainda, segundo os metroviários, as demissões foram uma represália pela paralisação.   Operação padrão   Para o sindicato, "não existe operação padrão", segundo informou sua assessoria. "O que o Metrô vai fazer é seguir estritamente as ordens (de procedimentos de operação e manutenção)."   De acordo com o sindicato da categoria, atualmente, o Metrô só opera porque os trabalhadores cumprem horas extras diárias e burlam determinados procedimentos.   "O que foi deliberado é que o metrô não vai mais fazer essa hora extra ou o famoso 'quebra-galho'", afirmou o secretário de comunicação do sindicato Manuel Xavier Filho.   O sindicato previu que poderiam ocorrer atrasos nas composições e até na aberturas de estações, bem como uma redução no número de trens em operação. Até o momento, porém, esses problemas não aconteceram, conforme assegurou a assessoria de imprensa do Metrô.

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