Metrô barra cão-guia ainda em treinamento

Pela primeira vez, 19 cachorros participam de projeto do Sesi-SP que vai formar cães-guia para deficientes visuais. Mas os animais enfrentam dificuldades: embora a entrada deles seja garantida por lei e tenham identificação do Sesi, são barrados no metrô e em estabelecimentos comerciais. O Projeto Cão-guia do Sesi, que começou em julho, tem três fases. A primeira e atual é a socialização dos filhotes. Famílias acolhedoras cuidarão deles por um ano. Serão treinados e doados 32 cães.

Marici Capitelli, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2011 | 00h00

Nessa primeira etapa, os animais têm de circular o máximo possível pela cidade e conviver com pessoas. Segundo o Sesi-SP, os filhotes têm carteira de cão-guia em socialização, placa de identificação e lenço alusivo ao projeto. Mas algumas famílias têm sido barradas. "Dois seguranças do metrô disseram que não era cego e não poderia andar com o cachorro no metrô", afirma Luciano Belocchi, de 41 anos.

O presidente do Sesi-SP, Paulo Skaf, diz que estão sendo tomadas medidas para resolver o problema. O Metrô garante que reforçou o esclarecimento aos funcionários das estações para que permitam o acesso dos cães.

Depois, os cachorros serão treinados por 6 meses e doados a deficientes visuais que trabalham na indústria. O custo total do projeto é de R$ 1 milhão.

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