Metrô atrasa 2 meses de repasses para obras da Linha 5

Construtoras deixaram de receber parcelas em 30 de setembro e outubro, que chegariam a R$ 50 milhões

O Estado de S.Paulo

02 Novembro 2016 | 14h20

\SÃO PAULO - O Metrô atrasou dois meses de repasses para as construtoras  responsáveis pelas obras da Linha 5 - Lilás. entre a Estação Adolfo Pinheiro e Chácara Klabin. O valor dar parcelas, vencidas em 30 de setembro e 30 de outubro, é de pelo menos R$ 80 milhões.

Sâo responsáveis pelos lotes da obra as construtoras Andrade Gutierrez, Camargo Correa, Construcap, Constran, Galvão Engenharia, Serveng, Mendes Jr. Heleno Fonseca, Triunfo, Iesa, Carioca Engenharia, Setenco, Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, CR Almeida e Consbem. 

De acordo com o Metrô, o pagamento foi liberado entre segunda e terça-feira desta semana, "normalizando o descompasso momentâneo no fluxo do caixa". A companhia diz que as obras "continuam em ritmo acelerado", com mais de 5,5 mil pessoas e na etapa de acabamento das 10 novas estações. A previsão de início da operação do ramal é o segundo semestre de 2017, exceto para a Estação Campo Belo, prevista para 2018.

Ainda segundo o Metrô, um repasse de R$ 760 milhões será assinado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)  para o prolongamento da Linha 5. 

Novo contrato. Pela segunda vez em três meses, a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) assinou em outubro um novo contrato para conseguir concluir as obras de expansão da Linha 5-Lilás, ligando o Capão Redondo à Chácara Klabin, na zona sul da capital paulista. Alvo de questionamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e de ação judicial do Ministério Público Estadual (MPE), a obra deveria ter sido concluída em 2015, mas agora está prevista para 2018.

Agora, o Metrô contratou o consórcio Via-Planova II por R$ 64,5 milhões para fazer obras de acabamento e acesso das estações Eucaliptos e Moema, que devem ser inauguradas em dezembro de 2017. As obras civis (construção pesada) dessas estações já são executadas pelo consórcio formado pelas empresas Heleno & Fonseca e Tiisa, cujo valor do contrato já subiu de R$ 400,3 milhões para R$ 499,8 milhões, atingindo o teto de 25% de aumento permitido pela Lei de Licitações.

Em julho, o Metrô já havia feito o mesmo com dois novos contratos para obras de “acabamento” e “acessos” nas estações AACD-Servidor e Hospital São Paulo e no pátio de manobras Guido Caloi, na zona sul, com valores que somam R$ 260,8 milhões. Com isso, de julho para cá, a obra já encareceu mais de R$ 325 milhões. Há cerca de um ano, o Estado mostrou que o custo total estimado na construção de 11 estações e 11,5 km subiu R$ 1 bilhão em relação ao previsto inicialmente, chegando a R$ 5,1 bilhões. Até agora, apenas a Estação Adolfo Pinheiro foi inaugurada, em 2014.

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