Metrô anuncia demissão de 61 funcionários grevistas

Os demitidos apresentavam, segundo a companhia, desempenho inferior ao esperado desde janeiro

Daniel Gonzales, do Jornal da Tarde,

06 de agosto de 2007 | 20h46

O Metrô anunciou nesta segunda-feira, 6, a demissão de 61 funcionários que participaram da greve de dois dias, na semana passada, que paralisou o sistema parcialmente e prejudicou 2,4 milhões de pessoas por dia. Oficialmente, o motivo das demissões foi uma avaliação semestral, feita na companhia, na qual os metroviários devem alcançar metas. Os demitidos vinham apresentando, segundo o Metrô, desempenho muito inferior ao esperado desde janeiro. No entanto, a companhia confirmou que os 61 metroviários participaram da paralisação. Segundo informações do Metrô, será necessário agora identificar quem são os grevistas que participaram do movimento mas estão afastados ou em licença médica. Como não podem ser demitidos, tais metroviários teriam sido "convocados" por dirigentes sindicais para encabeçar a paralisação. Ao mesmo tempo, a companhia anunciou que vai abrir concurso para a contratação de 100 empregados - 60 supervisores de tráfego e 40 operadores de trem - e treinar 30 bombeiros e outros 300 supervisores de estação para operação do sistema em caso de emergência. A meta é a de que nunca mais a operação fique parada, mesmo se houver greve de metroviários. No sábado, o governador José Serra negou que tenha ordenado demissões por conta da greve, que paralisou o sistema parcialmente na quinta e sexta-feira e prejudicou 2,4 milhões de pessoas por dia. Em visita a Agudos (SP), o governador disse que as demissões "ficam a critério da diretoria do Metrô". Na sexta, em Sorocaba (SP), Serra tinha dito: "Vamos ter que fazer demissões, é certo". A diretoria do Sindicato dos Metroviários também reuniu-se na tarde de ontem para avaliar uma postura da entidade diante das possíveis demissões, mas o diretor de comunicação, Manuel Xavier, explicou que o sindicato não se manifestará com antecedência. Trata-se de um protesto contra a divulgação de fatos da vida pessoal do presidente, Flávio Godói, no fim de semana.

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