Metrô: Alckmin não dá prazo para abrir estação que teve inauguração adiada

Em construção desde 2009, parada Adolfo Pinheiro, na Linha 5-Lilás, deveria ter sido entregue no último dia 1º

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2014 | 15h23

SÃO PAULO - Em janeiro, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) havia prometido entregar a Estação Adolfo Pinheiro do Metrô de São Paulo, na Linha 5-Lilás, no dia 1.º de fevereiro. A promessa não fui cumprida e a parada, em construção há exatos 1.633 dias (desde 17 de agosto de 2009), ainda não abriu as portas. Questionado nesta quarta-feira, 5, sobre quando o local será finalmente aberto ao público, o dirigente não deu um novo prazo.

"A gente espera até sexta-feira o bombeiro dar toda a aprovação, todas as exigências do bombeiro já foram todas apresentadas. A gente espera ter o laudo até sexta-feira e aí marca (a data da entrega)", disse o tucano durante visita ao Instituto do Câncer, na zona oeste da capital paulista.

Na sexta-feira passada, véspera da data original da entrega, o Metrô distribuiu uma nota à imprensa desmarcando a abertura. Segundo a empresa, controlada pelo governo do Estado, "a medida foi tomada tendo em vista exigências adicionais de segurança solicitadas pelo Corpo de Bombeiros".

O Metrô não esclareceu de quais pontos o Corpo de Bombeiros exigiu melhorias na estação.

Na semana passada, o Estado teve acesso à parada e constatou que, três dias antes da entrega original, ainda havia muita coisa a fazer, como a conclusão das portas de plataforma de um lado inteiro dos trilhos - uma estrutura complexa de 132 metros de extensão (veja fotos feitas na quarta-feira, 29, nesta página). No nível da rua, boa parte do terreno onde foi escavada a estação ainda não tinha recebido nenhum trabalho de paisagismo, deixando a terra exposta à intempérie.

Além disso, em uma das entradas, faltavam muitos dos painéis de vidro que vão compor a cobertura. Do lado de dentro, operários montavam escadas rolantes e forros, além de checar a fiação. Restavam ser instalados os mapas de localização na plataforma.

Duas placas de vidro que funcionam como guarda-corpos, no mezanino, onde ficam as bilheterias e as catracas, estavam trincadas. O Metrô foi questionado, mas não informou quanto custa cada uma dessas peças, que precisariam ser substituídas.

A assessoria de imprensa do Metrô informou que os atrasos observados pela reportagem na semana passada não tiveram ligação com o adiamento da abertura. É a primeira vez que problemas relacionados à segurança fazem com que a abertura de uma estação seja adiada.

A Adolfo Pinheiro será a primeira estação a ser entregue desde 15 de setembro de 2011, quando foram abertas República e Luz, na Linha 4-Amarela. Ainda neste ano, Alckmin quer abrir outras sete, nas Linhas 4-Amarela e 15-Prata.

 

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