Márcio Feranandes/AE
Márcio Feranandes/AE

Metrô adia entrega de três estações

Adolfo Pinheiro, Vila Prudente e Oratório ficarão para 2014; com isso, companhia deixa para inaugurar 23 paradas em ano eleitoral

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

01 de julho de 2013 | 23h54

SÃO PAULO - O governo Geraldo Alckmin (PSDB) vai adiar a entrega de três estações de metrô - Adolfo Pinheiro, Vila Prudente e Oratório -, previstas para serem inauguradas até dezembro. Elas só ficarão prontas no ano que vem, quando haverá nova disputa eleitoral. Com isso, em 2014, o Metrô de São Paulo promete abrir o maior número de estações de sua história em um único ano.

Serão 23 paradas, em quatro linhas diferentes: 4-Amarela, 5-Lilás, 15-Prata e 17-Ouro - as duas últimas, monotrilhos. A quantidade representa um acréscimo de 30% à rede atual, que tem 67 estações. Mas nem todas vão operar integralmente assim que abrirem as portas.

Na segunda-feira,1, o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou que a Estação Adolfo Pinheiro, na Linha 5, será entregue apenas no dia do aniversário da cidade de São Paulo, em 25 de janeiro. Essa parada, em obras desde agosto de 2009, estava prevista para 2013.

"Possivelmente ela estará em testes, com os trens fazendo o percurso interno e com as portas de plataforma no final de novembro, começo de dezembro. Mas a gente quer fazer um marco de abertura oficial, marcando a data de 25 de janeiro", disse Fernandes. As outras duas estações que abririam neste ano, Vila Prudente e Oratório, na Linha 15-Prata, também foram adiadas.

[ ]Somadas às demais estações que foram prometidas para o ano que vem, a cidade ganhará 18,6 km de trilhos em 2014 - nesta terça-feira,2, a extensão da rede metroviária é de 74,2 km. O sistema não cresce há quase dois anos. As últimas paradas entregues à população (República e Luz, na Linha 4) abriram as portas em 15 de setembro de 2011.

Teste. Boa parte dessas estações, porém, só estará totalmente à disposição dos passageiros em 2015. É que, nos primeiros meses, elas vão abrir para operações assistidas. O próprio diretor de Planejamento e Expansão do Metrô, Laércio Mauro Santoro Biazotti, admitiu em palestra no mês passado que o conforto dos usuários vai "melhorar um pouco" somente em 2015, quando a expansão da rede causará "uma descompressão na ocupação" dos trens.

As primeiras oito estações da Linha 17-Ouro, na zona sul, deverão ter a sua faixa de inauguração cortada em 2014, mas só no ano seguinte os usuários poderão desfrutar delas em qualquer hora do dia ou da noite. Trata-se do trecho ligando o Aeroporto de Congonhas à Estação Morumbi da CPTM, que passará pelo eixo da Avenida Jornalista Roberto Marinho. As obras começaram no ano passado. Situação igual ocorrerá no segundo trecho da Linha 15-Prata, na zona leste. As oito estações dali, entre São Lucas e São Mateus, abrem em 2014 e de forma parcial.

Quem enfrenta superlotação não acredita nos prazos. "Acho que não vão conseguir entregar tantas estações no ano que vem", diz o operador de loja Fábio Ferreira, de 34 anos. Ele dá como exemplo a lenta entrega das estações da Linha 4, cujas obras começaram em 2004. No ano que vem, o Metrô diz que serão entregues quatro paradas no ramal: Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, Fradique Coutinho e São Paulo-Morumbi.

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