WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS
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Metrô abre sindicância para apurar colisão em monotrilho da Linha 15-Prata

Dois trens colidiram na estação Jardim Planalto no fim da noite de terça, 29; Bombeiros foram ao local, mas ninguém se feriu

Paulo Roberto Netto e Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2019 | 03h15
Atualizado 30 de janeiro de 2019 | 14h06

SÃO PAULO - A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) abriu sindicância para apurar a colisão entre dois trens do monotrilho da Linha 15 - Prata no fim da noite desta terça-feira, 29.

O acidente envolveu veículos vazios e não registrou vítimas. O operador de trem, no entanto, ficou feriado.  As operações do monotrilho não foram afetadas no início desta manhã. 

Ao Estado, o presidente do Metrô, Silvani Pereira, disse que o risco de desabamento das composições é "muito baixo". Segundo ele, equipes técnicas de engenheiros avaliam como retirar os trens da forma mais segura. "O risco (de queda dos trilhos) é muito baixo. Mas caso exista a equipe de engenharia está avaliando para não causar dano à via nem ao material rodante, no caos, o trem", disse.

Para Pereira, ocorrência na noite desta terça é "inadmissível" e tem sido tratada com "máximo rigor de apuração". Uma comissão de segurança analisa os registros da ocorrência. A previsão do Metrô é concluir as causas do acidente até esta quinta-feira, 31.  

"Assumi no dia 11 e a determinação do governador e do secretário de Transportes é para que o número de ocorrências seja zero. Esssa é a nossa meta. Já pedimos para que sejam checados os pontos que, nos últimos 60 dias, puderam resultar em ocorrências de redução de velocidade, paralisação ou circulação em via singela, que também atrapalha a vida do passageiro da linha 15, para que tenhamos um plano de ação e possamos eliminar essas ocorrências", disse o presidente. 

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a colisão ocorreu por volta das 23h10 na altura da estação Jardim Planalto, na zona leste da capital, entre um trem que seguia vazio para uma área não operacional quando colidiu com outro veículo parado na plataforma.

Por ser uma estação em obras, o local estava vazio no momento do acidente e nenhum passageiro se feriu. Segundo o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, porém, o operador de trem se queixou de dor na perna e no ombro. Ele passou a madrugada com o supervisor de segurança na delegacia.

Em nota, o Metrô de São Paulo informa aos usuários nas redes sociais que abriu uma sindicância para apurar as causas do acidente. 

Olá, por volta das 23 horas, um trem da Linha 15-Prata que seguia vazio para uma área não operacional, onde são realizadas manobras, colidiu com outro trem que estava parado na plataforma da estação Jardim Planalto, que não recebe usuários. O Metrô abriu sindicância + — Metrô de São Paulo (@metrosp_oficial) 30 de janeiro de 2019

Paralisada desde setembro do ano passado, a estação Jardim Planalto está em fase final, com 90% das obras executadas, incluindo elevadores, lâmpadas e totens de sinalização. Apesar disso, a inauguração está prevista para o segundo semestre deste ano. O último prazo dado pelo governo era o primeiro trimestre de 2018.

Em nota, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo informou que há indícios de que o problema tenha relação com a "precipitada inauguração" da estação Jardim Planalto, "as várias denúncias das falhas nos sistemas de CBTC (sigla em inglês para Controle de Trens Baseado em Comunicação) e a imprudente inexistência das cabines de operador de trem". 

Entre os funcionários que atuam no monotrilho, há queixas em relação à falta de vestiário e banheiro. Além disso, os operadores ouvidos pelo Estado relatam que o percurso onde ocorreu o acidente não há iluminação, o que dificulta a visualização por parte do operador de trem.

Questionado sobre as queixas, o presidente do Metrô disse que o monotrilho opera com o sistema CBTC, que tem operador de segurança somente para uma eventual ocorrência. "O trem é operado de forma autônoma através do centro de controle operacional, que visualiza a operação e qualquer situação que venha a colocar em risco o transporte de passageiros é prioridade", afirmou Pereira. 

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