Metrô: 39% das máquinas de Bilhete Único falham

O novo modelo de recarga do Bilhete Único no Metrô de São Paulo começou ontem com menos máquinas de autoatendimento do que o previsto. A instalação dos equipamentos deveria dar mais uma opção para os passageiros e mais agilidade ao processo, mas cerca de 39% das máquinas não funcionaram, segundo o Metrô. A companhia não informou o número total de aparelhos.

Tiago Dantas, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2011 | 00h00

Na Estação da Sé, apenas uma das quatro máquinas estava funcionando na tarde de ontem. O aparelho era a única opção de recarga, já que a cabine de venda assistida foi retirada. Apesar disso, não havia fila. Ao lado da cabine desativada foi fixado um cartaz com o endereço de nove estabelecimentos comerciais perto do terminal onde é possível recarregar o bilhete.

O analista de sistemas Carlos Henrique Morel, de 29 anos, foi a um desses locais colocar R$ 10 de crédito depois que não encontrou a antiga bilheteria. "Achei melhor ir lá. Tinha técnicos mexendo nas máquinas. Vai que o sistema não estava estável ainda." Passageiros reclamaram de equipamentos desligados também nas Estações Ana Rosa, São Judas, Portuguesa-Tietê, Parada Inglesa e Trianon-Masp.

A auxiliar de escritório Talita de Oliveira Aldevino, de 19 anos, testou a nova máquina pela primeira vez ontem na Estação Marechal Deodoro. "Achei mais prático do que ir à cabine com o vendedor, porque você mesmo pode escolher quanto vai colocar", disse. "O problema é que não dão troco nem aceitam moeda."

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