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Método de medição da companhia ainda é rudimentar

Análise: Luiz Célio Bottura

É ENGENHEIRO, CONSULTOR EM TRANSPORTES, EX-OMBUDSMAN DA CET PARA A CAMPANHA DE PROTEÇÃO AO PEDESTRE, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2012 | 03h03

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) não tem convicção desses dados sobre congestionamentos. Quanto maior é o congestionamento, maior é o fator de diferença entre os valores. Acho arriscadíssimo dizer que, de 90 quilômetros, passou para 81. Ninguém sabe se era mesmo 90 nem 81. A Prefeitura "acha" que é. A própria CET sabe que os números não são tão certos.

O processo de medição do volume de trânsito deles é muito primário, muito rudimentar, com tecnologias que eram válidas quando a companhia começou, mas que hoje não são mais válidas. E sistemas mais modernos não são comprados porque a companhia acha muito caro. O que você sente na realidade é que os números são maiores.

Outra coisa é trabalhar com a média. A palavra "média" é muito perigosa. Se o sujeito coloca o pé no fogo e a cabeça no freezer, ele vai morrer, mas a temperatura média vai ser boa, de 35ºC. Há muitas maneiras de tirar a média. A realidade pode não ser igual a ela.

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