Método ainda não mostrou eficácia

Análise: Julio Cerqueira Cesar Neto

É ENGENHEIRO, EX-PRESIDENTE DA AGÊNCIA DA BACIA DO ALTO TIETÊ , O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2012 | 03h03

Os piscinões feitos até hoje não demonstraram eficácia. Na região da Bacia do Rio Tamanduateí foram feitos 18 ou 19 reservatórios. Os resultados nas últimas estações chuvosas foram enchentes duas vezes por semana em Santo André e Diadema. Piscinão não é uma solução hidráulica para uma área urbanizada como São Paulo por vários fatores. Um deles é a falta de terrenos - não há áreas disponíveis nem mesmo para fazer apartamentos.

Além disso, há a questão da manutenção. Piscinão não recebe só água da chuva, recebe esgoto, que acaba acumulado no fundo do reservatório. Por isso, seria necessário limpar o piscinão a cada chuva. Mas, se não limpam nem uma vez por ano, vão limpar toda vez que chover?

Depois que o piscinão enche, ele leva 10, 12 horas para esvaziar. Mas, se ocorrer uma chuva nesse período, o reservatório já está cheio.

É absurdo investir na construção de mais reservatórios enquanto o plano de macrodrenagem da cidade, feito para diagnosticar a situação, ainda nem ficou pronto. Para resolver de vez o problema das enchentes, seria necessário aumentar a vazão do Rio Tietê. Uma das maneiras é aprofundando a calha.

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