Metas na segurança devem se manter, mas com mudanças

Alexandre de Moraes terá de administrar atritos entre a Polícia Militar e a Polícia Civil e encontrar solução para uma onda de crimes

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

18 Dezembro 2014 | 03h00

SÃO PAULO - Alexandre de Moraes terá de administrar atritos entre a Polícia Militar e a Polícia Civil e encontrar solução para uma onda de crimes que seu antecessor nem sequer soube explicar as causas, atribuindo o crescimento de roubos a um cenário nacional. Os setores ligados à segurança pública na sociedade civil, como o Instituto Sou da Paz, têm expectativa de que Moraes mantenha ações de seu antecessor tidas como acertadas, como o estabelecimento de metas nos indicadores de segurança e pagamento de bônus para policiais que atingem esses índices. Essa expectativa também é compartilhada por oficiais da Polícia Militar, que viram no bônus uma motivação que tem apresentado resultados.

Por outro lado, a expectativa nas duas polícias é de que o Estado faça mais investimentos para melhorar a investigação policial, permitindo que mais crimes sejam solucionados. Atualmente, no caso dos roubos, cerca de 2% dos autores dos delitos são encontrados.

A cúpula da Polícia Militar faz críticas cada vez menos veladas à ineficiência da Polícia Civil, que consome proporcionalmente mais recursos do que a PM, mas não tem dado respostas adequadas ao crescimento dos crimes contra o patrimônio. Investigadores atualmente têm três dias de folga para cada dia de trabalho. No interior, a transferência de escoltas de presos para a PM também é foco de críticas.


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