Metano sobe pela rede elétrica e sai das tomadas

Ar de uma das saídas tem 100% de gás; estacionamento registra metano em ‘níveis de inflamabilidade’

Diego Zanchetta e Rodrigo Brancatelli, O Estado de S. Paulo

28 de setembro de 2011 | 22h45

SÃO PAULO - O vazamento de gás metano do subsolo do Center Norte ocorre por meio da rede elétrica do shopping. Em uma das tomadas dos pilares por onde passam os fios, uma medição da Prefeitura de São Paulo chegou a constatar 100% de metano na composição do ar, com alto risco de explosão. O gás já entrou em pelo menos duas lojas do empreendimento, segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Os três pilares nos quais foram detectados vazamentos ficam em áreas internas do shopping, perto das lojas. Um deles fica do lado da Loja da TIM, onde foi detectada a presença de gás em níveis que oferecem risco de explosão. Técnicos da Cetesb acreditam que o gás que escapou do pilar tenha entrado na loja.

"O risco maior continua sendo esse. O gás que vaza pela rede elétrica e pode entrar em algum recipiente fechado, como no depósito de uma loja. Aí um funcionário, ao acender a luz, pode gerar a explosão", afirmou nesta quarta-feira, 28, em depoimento na Câmara Municipal Rodrigo Cunha, gerente de áreas contaminadas da Cetesb.

Cunha disse que também foi detectado gás em "níveis de inflamabilidade" no estacionamento. "Mas lá não existe risco de explosão porque o gás se dissipa rápido no ar", acrescentou o gerente de áreas contaminadas.

Em dias normais, passam cerca de 120 mil pessoas pelo empreendimento. Nos fins de semana, o número de clientes chega a 800 mil. O Center Norte é o segundo shopping mais movimentado entre os 80 da capital paulista - só perde para o Shopping Aricanduva, na zona leste.

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