Paulo Pinto/AE
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Metade dos voos atrasa em SP na saída do feriado

Em Congonhas e Cumbica, 49% das partidas domésticas estavam fora do horário às 22h

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

09 de outubro de 2010 | 00h00

A saída do feriado foi tumultuada nos grandes aeroportos do País. Às 22 horas, um em cada três voos (29,9%) domésticos estava atrasado. Em São Paulo, a situação era pior. Os Aeroportos de Congonhas e Cumbica registravam 49,6% e 44,6% de decolagens fora do horário, respectivamente.

À noite, a pior situação de atrasos era na Gol - 40,1% de voos atrasados no País, às 22 horas. No fim da tarde, o Sindicato dos Aeroviários divulgou que mecânicos de voo da empresa haviam iniciado ao meio-dia uma operação-padrão, que poderia estender-se a outros funcionários em terra, como os atendentes do check-in. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e a Gol, no entanto, negavam a informação e creditavam os atrasos ao movimento típico de vésperas de feriado prolongado e ao mau tempo em alguns aeroportos do País - sobretudo Porto Alegre, que, por ter ficado fechado pela manhã, atrasou 53,5% dos 101 voos programados até as 22 horas.

Os problemas começaram ainda na quinta-feira, quando o funcionamento de Cumbica precisou ser alterado. Problemas meteorológicos fizeram a capacidade operacional do aeroporto cair de 48 movimentos (pousos e decolagens por hora) para apenas 27, o que levou a um efeito cascata de atrasos para todas as companhias aéreas.

Na manhã de ontem, por causa do mau tempo, o aeroporto de Porto Alegre permaneceu fechado até as 10 horas e o de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, até as 8h40. Mesmo antes disso, o índice de atrasos no País já estava em 20%, número já considerado alto para o começo do dia.

Para piorar, a prefeitura do Rio fechou ontem, entre 12 e 18 horas, a Linha Vermelha - principal acesso ao Aeroporto do Galeão - para obras de recapeamento. O trânsito provocado pela intervenção tumultuou a chegada de passageiros e tripulações ao aeroporto. Pilotos e comissários ficaram presos no congestionamento e não chegaram a tempo de voar.

Insatisfação. O temor de uma operação-padrão nos aeroportos ganhou força porque desde agosto funcionários da Gol vêm fazendo ameaças de greve. No dia 2 daquele mês, um problema nas escalas da tripulação prejudicou 52% dos voos da companhia no País. Depois disso, foram realizadas três audiências no Ministério Público do Trabalho entre os trabalhadores e a direção da empresa para decidir sobre horas de voo, reajuste salarial, reordenação das escalas e acertos sobre benefícios - principais reivindicações dos funcionários.

O próximo passo dos aeroviários é enviar denúncias contra a Gol para a Procuradoria Geral do Trabalho, em Brasília.

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