Metade dos semáforos sem reforma pode falhar neste verão em SP

Segundo Jilmar Tatto, reforma da maior parte dos equipamentos termina em 2015; cerca de 1,3 mil já foram revitalizados

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

10 Dezembro 2013 | 14h56

SÃO PAULO - Metade dos semáforos que ainda não foram reformados na cidade de São Paulo pode falhar neste verão. Quem admitiu foi o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, 10.

De acordo com ele, a capital paulista possui 5.667 cruzamentos semafóricos. Desse total, 4,8 mil serão revitalizados pela Prefeitura, em um processo iniciado em agosto que inclui troca de fiação e outros elementos. Até agora, cerca de 1.300 já foram trocados pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

"Dos semáforos que não foram recuperados ainda, quando chove, não importa a quantidade de chuvas, dá um total de 53% que deixam de funcionar, metade deles", afirmou Tatto após vistoria a uma parada de ônibus reformada na Avenida Juscelino Kubitschek, na zona sul.

Para efeito de comparação, dos 1.300 cruzamentos já recuperados, o índice dos que voltaram a apresentar algum defeito é de 6%. Nesses casos, as panes, segundo o secretário, ocorrem mais por problemas externos, como falta de luz e batidas de carros nos postes.

Os semáforos já reformados podem ser identificados por meio de um adesivo verde, colado na haste que segura o farol. Essa marca tem a inscrição "ID" seguida do número do aparelho.

Até o dia 31 de dezembro, Tatto espera que 1.995 equipamentos tenham sido trocados. O universo de 4.800 só será atingido em 2015, um ano antes do que a gestão Fernando Haddad (PT) havia prometido quando lançou o programa de revitalização dos semáforos, no primeiro semestre. O projeto está orçado em R$ 220 milhões.

Com a chuva desta terça-feira, por volta das 15h, São Paulo tinha 32 semáforos apagados e 15 no amarelo piscante.

Faixas exclusivas. Tatto disse ainda que, na semana que vem, a Prefeitura atingirá a meta de 300 km de faixas exclusivas para ônibus instaladas neste ano. Até agora, já foram colocados 282 km.

Apesar disso, ele não descartou a continuidade do programa de pintura de faixas exclusivas para os coletivos em 2014.

"A questão da faixa exclusiva é algo que se consolidou na cidade, se mostrou um instrumento bom, rápido e barato. E fácil de fazer. Só precisa ter coragem. Não é tão simples assim fazer faixa. Tem que ter coragem política, determinação. E isso é o que o prefeito teve", disse o secretário.

Tatto declarou ainda que o recuo da Prefeitura em relação a algumas faixas da zona leste, onde o estacionamento de carros passou a ser permitido fora dos horários de pico, são ajustes operacionais. A decisão foi tomada depois do pedido de comerciantes de avenidas como Mateo Bei, Vila Ema e João 23. 

"E essa é uma administração, do Fernando Haddad, democrática. Ela dialoga com todos os setores. Ela dialoga com o usuário do transporte coletivo, com o usuário do carro, com os comerciantes. E em função desse diálogo e um pedido dos comerciantes, recuamos em relação ao entrepico. E estamos fazendo um monitoramento em relação ao comportamento principal do ônibus."

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