Metade dos pedestres ainda não conhece gesto da ''mãozinha''

Apesar de a campanha para aumentar a segurança no trânsito de quem anda a pé estar perto de completar três meses, metade dos pedestres paulistanos não sabe que tem de erguer o braço para ganhar a prioridade ao atravessar. Estudo da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostra que apenas 51,4% dos entrevistados conhecem o chamado "gesto do pedestre".

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

22 Julho 2011 | 00h00

Esse gesto foi instituído no dia 27 de maio pela Secretaria Municipal dos Transportes. O objetivo é adotar na capital paulista a prática que foi bem sucedida em Brasília. Ao se aproximarem de uma faixa de segurança, as pessoas devem fazer um sinal erguendo o braço para a frente ou para o lado para indicar que vão atravessar. Ao vê-lo, os motoristas devem parar.

Um dado da pesquisa da CET chama a atenção: os motoristas já são mais informados sobre seu dever do que os pedestres sobre seu direito. Entre os condutores entrevistados, 72,4% dizem conhecer o gesto. "Eles estão mais ligados nos assuntos de trânsito do que os pedestres", disse a superintendente de Educação e Segurança de Trânsito da CET, Nancy Schneider.

A companhia pretende difundir o gesto do pedestre com algumas mudanças na campanha. Os "mãozinhas", que ficam nos cruzamentos, não vão carregar mais placas com formato de mão - a ideia agora é que eles conversem com as pessoas e as incentivem a atravessar na faixa, fazendo o gesto para pedir preferência. A CET também vai lançar campanha de mídia sobre a prática.

Desde o fim de maio, o número de pessoas que teve contato com a campanha aumentou 13,1% entre os pedestres e 20,3% entre os motoristas. Hoje, 61,2% dos pedestres sabem das ações para aumentar sua segurança, ante 77,6% dos condutores. O estudo foi feito entre os dias 11 e 15 deste mês com 803 pessoas (400 pedestres e 403 motoristas).

Punição. No dia 8 de agosto, a CET vai começar a multar motoristas que avançarem sobre a faixa quando houver pedestres atravessando no centro. A multa pode chegar a R$ 191,53 e render sete pontos na carteira.

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