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Metade dos passageiros do banco traseiro não usa cinto nas rodovias paulistas

Pesquisa da Artesp constatou cenário de risco para motoristas e passageiros; campanha de conscientização foi lançada

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S. Paulo

09 Janeiro 2015 | 18h08

SÃO PAULO - Pesquisa da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) mostrou que 53% dos passageiros que são transportados no banco traseiro dos veículos não utilizam o cinto de segurança. A análise levou em consideração dados coletados em rodovias sob concessão em todo o Estado de São Paulo, que somam 6,4 mil quilômetros.

A conclusão da Artesp é que há uma resistência de passageiros em utilizarem o equipamento de segurança. As razões para esse cenário vão de desconhecimento da obrigatoriedade do uso no banco traseiro à crença de que o banco da frente é uma proteção e também por desculpas diversas, como distância curta do trajeto ou que o cinto incomoda.

“Mesmo no banco de trás, o cinto é obrigatório e há multa prevista em caso de falta de utilização. No caso da proteção, na verdade o passageiro sem cinto representa uma ameaça já que ele pode ser arremessado para frente. A história de que o banco da frente protege não é verdade”, disse o diretor de operações da Artesp, Giovanni Pengue.  

O número preocupa uma vez que 69,4% dos passageiros de bancos traseiros que morreram em acidentes nas rodovias não estavam com o cinto. A pesquisa também apontou que 15% dos passageiros do banco da frente e 13% dos motoristas também trafegam sem o cinto.

A observação em passageiros e condutores de caminhões agravaram os dados: 34% dos passageiros do banco dianteiro não utilizam cinto, assim como 76% dos motoristas desse tipo de veículo. “Isso também preocupa porque esses motoristas têm uma sensação de segurança por estarem em um veículo maior. Mas isso também não é verdade”, disse Pengue.

Em casos de motoristas em veículos de passeio, constatou-se que 91% dos motoristas usam o equipamento. O levantamento foi realizado entre os dias 1 e 7 de dezembro, nos períodos da manhã, tarde e noite. Foram contabilizados dados de ocupantes de automóveis e caminhões que passavam pelas praças de pedágio, num total de 19.037 veículos pesquisados.

O estudo da Artesp reforça que os dados apontam para a necessidade de constantes campanhas de conscientização dos motoristas e passageiros. De 2012 até outubro de 2014, 69,4% dos passageiros de bancos traseiros que morreram em acidentes nas rodovias estavam sem cinto de segurança. As vítimas fatais no banco da frente de passageiro sem cinto chegam a 38,4% e 50,1% dos motoristas.

A análise dividiu o estado por áreas com maiores registros de motoristas passageiros que não usam cinto. É em Barretos que a situação é mais recorrente: o índice de ocorrências dessa natureza foi de 62% seguido da região de Presidente Prudente e Santos que aparecem empatadas com 60%.

Campanha. Com a divulgação da pesquisa, a Artesp lançou simultaneamente uma campanha publicitária para reforçar a importância do uso de cinto de segurança, inclusive no banco traseiro. As ações se estenderão até o mês de junho.

Foram instaladas 94 faixas nas rodovias chamando atenção para o uso do cinto e estão sendo distribuídos mais de um milhão de folders nas praças de pedágio. Os painéis eletrônicos de mensagem instalados nas rodovias também estão reforçando a adoção do hábito de usar o cinto.

O órgão reforçou que a prática constitui infração grave pelo Código de Trânsito Brasileiro e é passível de multa de R$ 127,69 por passageiro, além de cinco pontos na carteira de habilitação. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária de São Paulo, essas autuações vem crescendo.

De abril a dezembro de 2012, foram registrados 99.520 casos que resultaram em multas. Nos ano de 2013 as multas subiram para 125.072. E de janeiro a outubro de 2014 esse número já chegou a 179.916 autuações.

Confira o vídeo da Campanha:

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