Divulgação/Governo do Estado de SP
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Metade dos municípios de SP não registra mortes por covid-19 nos últimos 14 dias

Dado foi divulgado em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes nesta quarta-feira; membros do Centro de Contingência ainda vão analisar impactos das aglomerações no feriadão, mas afirmaram que ele 'não deve ser tão alto'

Paloma Cotes, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2020 | 15h18

Dados divulgados nesta quarta-feira pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo continuam mostrando a tendência de queda pandemia da covid-19 no Estado de São Paulo. De acordo com João Gabbardo dos Reis, coordenador-executivo do Centro de Contingência, 321 dos 645 municípios paulistas não registraram óbitos pela doença últimos 14 dias. Se levado em conta o período dos últimos sete dias, o número sobe: 422 municípios não tiveram mortes pelo novo coronavírus.

"Nas últimas quatro semanas, estamos indo para a quinta, tivemos uma média diária de 151 óbitos nos últimos sete dias, mas vamos esperar os dados de quinta e sexta, porque pode ter alguma correção compensatória pelo feriado", disse. "Em 14 dias, 50% dos municípios não apresentaram óbitos. Nos últimos sete dias, dois terços do total de cidades não registram mortes. São indicadores bastante positivos", afirmou. 

O Estado também registrou nesta quarta-feira o menor índice de ocupação de leitos de UTI para a doença, 53,1%. Na Grande São Paulo, esse índice é de 52,6%. Estão internados com suspeita ou confirmação da doença nesses leitos 4.525 pacientes. Outros 6.059 estão em leitos de enfermaria. Ainda segundo o balanço, 717.423 pessoas se recuperaram da doença. "São bons indicadores que mostram que a pandemia em São Paulo está recuando. Mas isso não significa afrouxamento na quarentena", afirmou o governador João Doria (PSDB).

O Estado de São Paulo registra nesta quarta-feira 866.576 casos confirmados e 31.821 mortes por covid-19. Em 24 horas, foram registrados 391 óbitos e 7.793 casos novos. 

Aglomerações no feriado

Questionados sobre o cenário de aglomeração no Estado, principalmente no litoral, tanto o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, como membros do Centro de Contigência, afirmaram que os impactos serão sentidos em duas semanas. E disseram que "ele pode não ser tão alto", contrariando falas que demonstraram preocupação na semana anterior e que motivaram até mesmo um reforço na fiscalização com apoio da Polícia Militar em diversos municípios

"Isso (movimento do final de semana) pode fazer com que o descrécimo de casos possa ser mais baixo até passar o efeito dessa aglomeração. Mas não acho que terá um efeito grande. Eles existem, mas não devem causar nenhum desastre", afirmou José Osmar Medina, chefe do Centro de Contingência.  

"Não tivemos tempo para verificar o impacto do que aconteceu no feriadão. Não podemos deixar de considerar que a praia é um ambiente ao ar livre, que tem possibilidade de transmissão menor que ambientes fechados. E o perfil das pessoas indo para a praia, são pessoas mais jovens, mais sadias e mesmo tendo risco de transmissibilidade, não tem a mesma chance de caso grave. Estamos numa outra fase da epidemia", afirmou Gabbardo.  

Já Doria foi mais cauteloso e afirmou que a pandemia ainda está em curso e que não é momento par reuniões. "As pessoas precisam ter consciência disso. Não temos razão para promover aglomerações, festas ou encontros", afirmou. 

No feriado de 7 de setembro, o governo do Estado fez ações com a Vigilância Sanitária. De acordo com balanço, foram feitas 2.170 inspeções, com 79 autuações, a maioria (64) concentrada na Baixada Santista e no litoral norte. 

 

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