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Metade do Estado de SP já sofreu com ataques a bancos; relembre outros casos

Forma de atuação de criminosos se repete: miram cidades do interior com pouco efetivo policial, chegam em caminhonetes, com mais de dez integrantes e portam armas longas

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2019 | 12h03
Atualizado 05 de abril de 2019 | 11h35

Levantamento feito pelo Estado no ano passado mostrou que 336 cidades de São Paulo, o que equivale à metade do Estado, já sofreram ataques a bancos e caixas eletrônicos. Só em 2017 e 2018 houve 202 ataques.

A forma de atuação dos grupos criminosos se repete: mirando cidades do interior com pouco efetivo policial, chegam em caminhonetes, com mais de dez integrantes, portando armas longas; agem rapidamente com dinamite, recolhem o dinheiro após as explosões e fogem sem ser localizados.

Ex-comandante da Polícia Militar paulista, o coronel da reserva Benedito Roberto Meira disse na oportunidade haver um procedimento padrão para casos como esse. "Se há uma quadrilha de dez pessoas, os dois policiais militares de plantão não devem ir de encontro a eles. Não teriam chance. Eles têm de se proteger do jeito que puder, identificar o número de pessoas envolvidas e solicitar reforço", disse."

Veja alguns casos recentes:

São Bento do Sapucaí

Em fevereiro deste ano, uma quadrilha com ao menos 10 integrantes usou explosivos para atacar simultaneamente três agências bancárias em São Bento do Sapucaí. Enquanto parte da quadrilha roubava os bancos, outra disparava contra a base da Polícia Militar para impedir a ação dos policiais. As explosões e o tiroteio aterrorizaram os 10,8 mil habitantes da estância climática, localizada na Serra da Mantiqueira. Os bancos não informaram a quantia levada das agências.

Cajuru

Dois dias antes, criminosos fortemente armados explodiram uma agência bancária da Caixa Econômica Federal no centro de Cajuru, região norte do Estado. Os criminosos explodiram dois caixas eletrônicos. As explosões danificaram a agência, mas a quadrilha não conseguiu ter acesso ao dinheiro e fugiu sem levar nada.

Vale do Paraíba

Na véspera do Natal, três agências foram explodidas em Campos do Jordão. A região do Vale do Paraíba teve vários casos no ano passado. Houve três ataques simultâneos em Cunha e São Luiz do Paraitinga. Nas cidades de Santa Branca, Piracaia e Paraibuna houve ataques simultâneos com explosivos em duas agências. 

Morungaba

No início de dezembro 2018, uma quadrilha armada com fuzis queimou carros na principal via de acesso, interior de São Paulo, atirou contra prédios e explodiu duas agências bancárias, na região central da cidade de Morungaba, interior de São Paulo. Pelo menos um dos cofres dos bancos foi levado pelos criminosos, mas o valor roubado não foi informado. Os alvos foram as agências do Bradesco e da Caixa Econômica Federal - os dois bancos já tinham sofrido ataques semelhantes na cidade, no ano passado. 

Tambaú

Em 11 de dezembro do ano passado, uma quadrilha armada com fuzis explodiu, de uma só vez, três agências bancárias e levou terror à pequena cidade de Tambaú, no interior de São Paulo, na madrugada desta terça-feira, 11. Numa ação ousada, os criminosos incendiaram um trator e fizeram reféns os ocupantes de um ônibus que transportava pacientes. Foi a quinta cidade do interior paulista atacada por quadrilhas de roubos a banco este mês. Nas ações, oito agências sofreram danos com as explosões.

Atibaia

Em 19 dezembro de 2018, um policial militar foi morto com um tiro de fuzil durante o ataque de uma quadrilha a três agências bancárias em Atibaia, interior de São Paulo. Os criminosos chegaram em dois carros, por volta das 3 horas, armados com fuzis e metralhadoras. As três agências, localizadas na região central, foram explodidas em sequência. Viaturas da Polícia Militar se deslocaram para o centro e foram recebidas a tiros. As explosões e o intenso tiroteio deixaram os moradores em pânico.

Cajuru

Em 7 de novembro do ano passado, uma quadrilha com ao menos dez integrantes atacou e explodiu um carro-forte da empresa de valores Protege na rodovia Abrão Assed (SP-333), no município de Cajuru, interior de São Paulo. Armado com fuzis, o grupo rendeu seguranças e trocou tiros com a Polícia Militar. Dois policiais ficaram feridos, após serem atingidos de raspão. Os malotes com o dinheiro foram levados pelos criminosos. Foi montado um cerco na região.

Campinas

Em 28 de fevereiro do ano passado, oito integrantes de uma quadrilha envolvida em ataques a caixas eletrônicos foram emboscados e mortos pela Polícia Militar, no distrito de Jardim Egidio, em Campinas, interior de São Paulo. Os criminosos estavam em dois carros roubados e, segundo a PM, seguiriam para a cidade de Joanópolis, onde usariam explosivos em assaltos a banco. 

A informação sobre o possível ataque chegou à PM por meio de bilhete anônimo manuscrito e foi montado um cerco à quadrilha. Além dos veículos, foram apreendidos 11 armas, entre elas três metralhadoras e um fuzil. Os criminosos levavam também explosivos e grande quantidade de munição, além de máscaras, coletes balísticos e roupas táticas.

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