Mestrado corporativo

Com foco no mercado e avaliação da Capes, mestrado profissional ganha espaço, até para diferenciar MBAs de especializações

Paulo Saldaña e Manuel Cunha Pinto, Especial Para o Estado, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2010 | 00h00

Ainda pouco conhecido pelos alunos, o mestrado profissional tem despontado como tendência na pós-graduação no País. As escolas brasileiros oferecem hoje 270 cursos com esses perfil, o dobro do número existente em 2005.

O mestrado profissional é bem parecido com o acadêmico. Tem o mesmo rigor para avaliação, carga horária e corpo docente. Entretanto, é orientado para o ambiente corporativo. Os alunos apresentam projetos aplicáveis na prática, não necessariamente uma dissertação.

Muitas escolas não descartam a hipótese de transformar MBAs em mestrados profissionais, para valorizar cursos de qualidade num cenário de proliferação de especializações, que escapam da avaliação oficial.

"Seria ótimo transformar bons MBAs em mestrados profissionais. Falta o governo definir melhor as regras para essa migração", diz Adalberto Fischmann, um dos coordenadores da Fundação Instituto de Administração (FIA) ? que prepara o lançamento do seu primeiro mestrado profissional.

Na FGV já existem três mestrados profissionais. "Para nós, o ideal é ter cursos para públicos distintos", explica o coordenador de pós-graduação da instituição, Alberto Luiz Albertin.

Para Livio Amaral, diretor de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o número de mestrados profissionais nas áreas de administração, economia e gestão deve crescer. Ele não descarta a possibilidade de migração dos MBAs. "No entanto, os cursos que se tornarem mestrados terão de atender aos requisitos e passarão a ser avaliados regularmente. Os que forem mal, perdem o credenciamento", avisa. Esse tipo de mestrado é de responsabilidade da Capes, ao contrário do MBA.

Hamilton Chen, de 34 anos, completou em 2006 o mestrado profissional na FGV. "Essa carga de estudos pesada foi essencial para eu me preparar para os desafios que enfrentei", diz Chen, que depois do curso abriu uma importadora.

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