Mesmos shows e público. Mas sem correria

Jerry Adriani, cantor da Jovem Guarda

Paulo Sampaio, O Estado de S.Paulo

24 Fevereiro 2011 | 00h00

Jerry Adriani está com uma dor de dente horrível. Nem vai poder visitar o asilo de um amigo e distrair os velhinhos, como tinha planejado. "Eu me comprometi a ir, mas preciso ir ao dentista", diz Jerry, que, agora, já até pode declarar no jornal que sente dor de dente.

Um dos mitos da Jovem Guarda, movimento encabeçado por Roberto Carlos nos anos 1960, está escrevendo uma biografia onde conta "tudo". Aos 64 anos, o intérprete de sucessos como Doce, Doce Amor e Ninguém Poderá Julgar lembra dos tempos em que era tão assediado pelos fãs que, quando queria ir ao cinema, tinha de chegar atrasado e entrar pelos fundos. "Foi assim que eu, a Wanderléa e o Roberto fomos assistir Hair. E ainda tivemos de sair correndo."

Pelos seus cálculos, vendeu mais de 5 milhões de discos. Diz que, hoje, faz quase o mesmo número de apresentações por ano - cerca de cem. E o mais curioso: para o mesmo público. "Tem muito show para a terceira idade." Também o contratam para cantar em confraternização de sindicatos, clubes e festas fechadas. A música mais pedida é Querida. Seus fãs agora estão menos ágeis para perseguições. Em seu último show, em Juazeiro, Jerry não precisou chegar de helicóptero nem sair escoltado, como nos velhos tempos.

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