Mesmo sem feriado, bancos vão fechar às 12h30 na segunda-feira

Apesar de apelo do prefeito Fernando Haddad (PT), agências bancárias e shoppings não alteram horários já pré-definidos

Adriana Ferraz, Rafael Italiani, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2014 | 14h10

SÃO PAULO - Apesar do apelo do prefeito Fernando Haddad (PT), bancos e shoppings confirmaram ao Estado hoje que não pretendem alterar os horários de trabalho pré-definidos para segunda-feira, dia 23, quando jogam Holanda e Chile, no Itaquerão, e Brasil e Camarões, em Brasília. As agências bancárias funcionarão das 8h30 às 12h30 e a maioria dos shoppings deve suspender as atividades apenas uma hora antes da partida da seleção brasileira,  que entra em campo às 17h.

Ontem, Haddad foi às rádios pedir aos empregadores que escalonassem a saída de seus funcionários a fim de evitar mais um dia de caos no trânsito de São Paulo. Na última terça, dia 17, quando o Brasil enfrentou o México, o índice  de lentidão alcançou 302 km às 15h. As alterações são consideradas necessárias pela gestão porque a Câmara Municipal  rejeitou pela segunda vez o pedido da Prefeitura de decretar feriado na segunda-feira.

A esperança de Haddad agora recai sobre a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O presidente da entidade, Rogério Amato, disse que já orientou as 40 mil empresas associadas em liberar os funcionários mais cedo no dia 23. "Estamos pedindo para liberarem primeiro os funcionários que moram mais longe, evitando que todos saiam ao mesmo  tempo. Recomendamos que a saída do trabalho seja feita de forma inteligente", afirmou Amato.  Ele disse ainda que o feriado no dia do jogo causaria prejuízos ao setor. "Trabalhando durante o período da manhã  normalmente, é uma forma de faturar", disse.

A Associação Brasileira dos Lojistas de Shoppings (Alshop) afirmou que os centros comerciais foram orientados em  liberar os funcionários duas horas antes do jogo. No entanto, de acordo com Nabil Sahyon, presidente da entidade,  cada shoppinng center irá definir como será o funcionamento no dia da partida do Brasil. "Somos contrários que se  pare a cidade mais uma vez em nome do trânsito. Se a cidade não tem capacidade de organizar o trânsito, que não  prejudique o empresário que tem contas para pagar", afirmou.

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