Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Mesmo sem chuvas, Sistema Cantareira se mantém estável

Principal manancial da Grande São Paulo opera com 19,9% da capacidade; três reservatório subiram, enquanto dois caíram

Felipe Cordeiro, O Estado de S. Paulo

01 de maio de 2015 | 09h24

Atualizado às 12h15

SÃO PAULO - O Sistema Cantareira, responsável por abastecer 5,4 milhões de pessoas na capital paulista e na Grande São Paulo, manteve-se estável nesta sexta-feira, 1º, após ter caído por um dia, segundo aponta relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). 

O principal manancial de São Paulo chegou a passar 85 dias sem registrar nenhuma baixa - sequência que foi interrompida no início da semana. Nesta sexta-feira, o sistema opera com 19,9% da capacidade, mesmo índice do dia anterior.

Considerando o índice negativo do sistema, que passou a ser divulgado pela Sabesp após determinação da Justiça, o nível do Cantareira caiu e está com - 9,4% da capacidade, 0,1 ponto porcentual a menos do que no dia anterior. Já de acordo com um terceiro porcentual, que leva em consideração o volume armazenado dividido pelo volume útil somado às duas cotas de reserva técnica, o manancial se manteve estável em 15,4%.

Após dois meses chuvosos que ajudaram a recuperar 14% da capacidade do Cantareira, a seca extrema voltou a castigar em abril o maior manancial paulista. A entrada de água nos reservatórios caiu 59% no mês passado, na comparação com março, e se aproximou do recorde negativo registrado em abril de 2014, deixando as autoridades mais pessimistas em relação ao futuro do Cantareira.

A explicação para esse cenário é que as chuvas desapareceram. Sobre o manancial, houve precipitação em abril de apenas metade dos 89,8 milímetros previstos (45,3 mm). Sobre a região, não choveu nas últimas 24 horas. Em maio, são esperados 78,2 mm.

Outros mananciais. Mesmo com poucas chuvas, três reservatórios registraram aumento do volume de água armazenada entre quinta-feira, 30, e esta sexta-feira. A maior alta proporcional ocorreu no Sistema Rio Claro, que subiu 0,6 ponto porcentual e passou de 49,8% para 50,4% após 7,2 mm de precipitação.

Já o Alto Tietê aumentou 0,2 ponto porcentual e chegou 22,5% da capacidade - o cálculo considera uma cota de volume morto, com 39,4 bilhões de litros de água. A mesma alta foi observada no Alto Cotia, que opera agora com 65,7%.

Por sua vez, os Sistemas Rio Grande e Guarapiranga caíram 0,1 ponto porcentual e operam nesta sexta-feira com 95,5% e 81,7% da capacidade, respectivamente. 

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