Mesmo sem acordo, guardas civis voltam ao trabalho em SP

Categoria suspendeu greve até o dia 22; não houve acordo em reunião com Prefeitura e TRT julgará caso

Agência Brasil,

02 de setembro de 2009 | 15h18

Os guardas civis de São Paulo voltaram ao trabalho nesta quarta-feira, 2, e vão manter a suspensão da greve até o dia 22 de setembro, quando será realizada uma nova assembleia da categoria. Depois de reunião de conciliação na tarde de terça, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o desembargador Nelson Nazar determinou o retorno da categoria ao trabalho e manteve um canal de negociação entre a Prefeitura e os grevistas, que pedem reajuste salarial.

 

Para o presidente do Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos da Cidade de São Paulo (Sindguardas), Carlos Augusto Sousa Silva, a reunião e a mobilização da categoria - nos oito dias em que a greve durou - foram positivas e "deixam uma marca profunda". "Vejo [a greve] como positiva porque conseguimos conscientizar a categoria", afirmou ele à Agência Brasil.

 

Silva afirmou que ainda não foi agendada nenhuma nova reunião com a administração municipal para discutir as reivindicações da categoria, mas ele afirma acreditar num acordo com a Prefeitura. Com o impasse, o TRT decidiu julgar a ação. A desembargadora Vânia Paranhos será a relatora do processo. Ainda não há data marcada para o julgamento.

 

Os pedidos da categoria são de reajuste de 60% para 140% sobre o Regime Especial do Trabalho Policial, elevação do piso salarial para R$ 1,3 mil e melhores condições de trabalho.

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