Mesmo parcial, confissão é boa estratégia defensiva

Análise: Luiz Cogan

É ADVOGADO CRIMINALISTA, MESTRE EM PROCESSO PENAL PELA PUC-SP, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2013 | 02h04

Na linha do que prevíamos, em sua autodefesa, Bruno afirmou não ser o mandante do crime, mas, de certa forma, sentia-se culpado. Também, por diversas vezes, o ex-goleiro afirmou ter avisado Macarrão para não lhe criar problemas, em especial, com relação à Eliza Samudio.

Trata-se de uma boa estratégia defensiva, uma vez que tal confissão, mesmo que parcial, será analisada no momento da sentença para atenuar a pena de Bruno, bem como, pretenderá a defesa afastar as três qualificadoras, já que o goleiro não foi o executor, nem mesmo o mandante do crime, conforme afirmou.

Caso a versão dada seja confirmada e a defesa consiga afastar as qualificadoras, em tese, Bruno poderá responder por homicídio simples. Entretanto, essa tarefa de convencimento dos jurados é extremamente complexa, uma vez que muitos elementos trazidos pela acusação dão conta de que a participação de Bruno não seria de apenas um expectador, mas sim, de um colaborador e financiador do fato criminoso.

Por fim, Bruno afirmou ter ficado abalado com a suposta morte de Eliza. Entretanto, participou de duas festas na sequência, uma em Angra dos Reis, outra no Rio de Janeiro com outros jogadores.

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