Mesmo com injetáveis, Zé Gotinha continua

"Nunca imaginei que meu personagem ficaria tão famoso." A frase é do artista plástico Darlan Rosa, o criador do mais famoso mascote da história das campanhas de saúde brasileiras, o Zé Gotinha.

O Estado de S.Paulo

12 Maio 2013 | 02h01

Ele conta que o personagem foi inventado em 1986, após ter acompanhado uma campanha de vacinação no Nordeste. "Eu era funcionário público federal e nessa época estava no Ministério da Educação - depois fui para o da Saúde. Fui ver a campanha e fiquei impressionado negativamente", lembra. "O Exército estava apoiando e parecia uma operação de guerra. Eram crianças correndo, se escondendo debaixo da cama, todas com medo. Aí eu imaginei o seguinte: precisamos fazer da vacinação um dia de festa, para que a criança tenha vontade de participar."

O Zé Gotinha foi criado e rapidamente incorporado ao imaginário infantil. Tornou-se um símbolo não só da vacinação em gotas, mas de todas as oferecidas pelo Ministério da Saúde - de modo que mesmo com o sistema atual em que o combate à pólio também é feito com vacina injetável, alternando-se com a dose oral, não há planos para aposentar o mascote. "Ele é um ícone das campanhas", afirma o Ministério da Saúde, em nota enviada pela assessoria de imprensa. / E.V.

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