Mesmo com greve, Metrô deverá ter todos os trens nos horários de pico

Decisão do TRT estipula multa de R$ 200 mil/dia por descumprimento; fora do rush, operação mínima é 70%

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2011 | 14h55

SÃO PAULO - O Tribunal Regional de Trabalho (TRT) decidiu nesta quinta-feira, 2, que, em caso de greve no Metrô, o sindicato e a companhia devem manter 100% das operações durante horário de pico - das 5h às 10h e das 15h30 às 21h. Fora destes horários está mantida a decisão anterior, que pede 70% de funcionamento. Em caso de descumprimento, a multa é de R$ 200 mil por dia. Os metroviários vão se reunir às 18h30 para decidiu se entram e greve a partir desta sexta-feira.

 

Em audiência no fim da manhã, a companhia apresentou diversas propostas relacionadas a questões trabalhistas, como licença-maternidade, bilhete único para funcionários e plano de jornada de trabalho em conjunto com sindicato. Não houve, no entanto, um novo oferecimento de reajuste salarial, sendo mantido o valor anterior, de 8%. O sindicato reivindica 8,5%.

 

A decisão do TRT irritou os sindicalistas. "Meritíssimo, o senhor vai me desculpar, mas essa decisão acaba com nosso direito de greve", reclamou o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Prazeres. "Então tem que multar o Metrô retroativo aos últimos dez anos. O Metrô nunca funciona com 100%, tem sempre falhas nos trens e superlotação, que acabam prejudicando", disse.

 

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