Mesmo após acordo com MPE, obras no câmpus prosseguiram

Universidade não respeitou compromisso assumido em setembro, que previa paralisação por supostos riscos à saúde

Luciano Bottini Filho, Paulo Saldaña, Victor Vieira, O Estado de S.Paulo

22 Novembro 2013 | 02h11

As obras de expansão da USP Leste continuaram mesmo depois de um acordo entre a universidade e o Ministério Público Estadual, em 26 de setembro, que previa a paralisação por causa de possíveis riscos. Segundo a USP, isso ocorreu por um atraso na entrega do documento à Superintendência de Espaço Físico (SEF).

As salas devem abrigar o novo curso da Poli na unidade. O candidato à reitoria da USP e ex-superintendente de Relações Institucionais da universidade, Wanderley Messias da Costa, participou do encontro. "Enviei o ofício à SEF logo depois da reunião. Como deixei o cargo, não acompanhei o processo", explica.

A USP alega que houve atraso por causa da ocupação do prédio da reitoria, que durou até dia 11. Segundo relatos de professores e alunos, as obras seguiram até ontem. "Hoje (ontem) as obras continuavam", disse o professor Pablo Ortellado. "A decisão é um passo para uma sanção efetiva. As exigências da Cetesb (Companhia Ambiental) são corretas, mas ela tinha sido leniente com prazos." A Cetesb ressaltou que não há riscos.

Os quatro candidatos à reitoria acreditam que os problemas na USP Leste serão prioridade na próxima gestão. "Temos de fortalecer o monitoramento de riscos ambientais", afirma Costa. Segundo ele, um dos objetivos é implementar um centro de pesquisas de impactos ambientais na USP Leste.

Já Marco Antonio Zago, também na disputa, lamenta que a universidade não tenha respeitado as exigências. "É uma pena que sejam os estudantes que sofram as consequências desses erros no planejamento."

O ex-vice reitor Hélio Cruz lembra que a situação é antiga. "A implementação do câmpus foi feita um pouco apressadamente", explica ele. "Será uma despesa considerável para resolver, mas isso é prioridade máxima", completa.

O também candidato José Roberto Cardoso, ex-diretor da Poli, declara que a situação é de responsabilidade de vários setores. "Não podemos deixar a coisa rolar, mas o início do curso da Poli na USP Leste não depende das novas obras", afirma.

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