Mesma quadrilha já havia tentado ação semelhante

A Polícia Militar foi acionada rapidamente ontem porque a quadrilha já era conhecida de moradores e funcionários. Eles já teriam tentado roubar o edifício em pelo menos outras duas oportunidades.

O Estado de S.Paulo

18 Agosto 2012 | 03h07

No mês passado e no ano passado, a abordagem também visava à família oriental que reside no 18.º andar. Nos dois casos, condôminos foram seguidos desde a loja onde trabalham, mas os bandidos não conseguiram entrar no Pauliceia.

Segundo moradores do edifício, que pediram para não ser identificados, o fato de muitos donos orientais de lojas na região da Paulista morarem no local tornou o edifício um alvo visado. Pesquisa de vitimização do Centro de Políticas Públicas do Insper (ex-Ibmec-SP) e da Ipsos Public Affairs mostra que a tendência de buscar vítimas chinesas, japonesas e coreanas se acentuou nos últimos anos. Na cidade de São Paulo, os mais vulneráveis são homens com menos de 40 anos, de classe média alta, que vivem em apartamentos, trabalham ou estudam e moram nas regiões noroeste ou sudeste.

De acordo com o estudo, essa preferência dos ladrões faz um descendente de japoneses com idade entre 20 e 39 anos e renda de 10 a 20 salários mínimos ter 50 vezes mais chance de ser assaltado do que uma mulher negra na periferia, por exemplo.

Onda de criminalidade. Desde o começo deste ano, pelo menos 20 arrastões em condomínios foram registrados na cidade de São Paulo - a maioria na zona sul, em bairros como Itaim-Bibi e Moema. Em todo o ano passado, a polícia registrou 13 crimes do gênero.

O Departamento de Investigações Criminais (Deic), que passou a investigar a invasão do Pauliceia ainda ontem, esclareceu desde janeiro 15 casos e prendeu as respectivas quadrilhas. No mês passado, um suspeito de participar de um arrastão em um condomínio na mesma região, mais especificamente na Rua do Paraíso, no Paraíso, foi detido em casa.

Mudança de perfil. Segundo a Polícia Civil, o perfil dessa modalidade criminosa tem mudado: anteriormente, só prédios de luxo eram roubados. Agora, até edifícios mais simples e fora do circuito de bairros nobres viraram alvo de bandidos. / B.P.M. e C.H.

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