Mesma família está no poder desde os anos 1970 na cidade

Desde 1977, o ano da chegada da Petrobrás na cidade, parentes da família Mussi se alternam no poder de Macaé. O atual prefeito, Riverton Mussi (PMDB), afirma que este será o último ano do clã e culpa os parentes antecessores pela imigração desenfreada, expansão das favelas e os problemas estruturais crônicos. "É como dar um remédio para alguém que está doente há muito tempo. O tratamento vai ser caro, demorado e difícil", afirma Mussi.

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2011 | 00h00

A cidade só perde para Campos, no norte fluminense, em arrecadação de royalties de petróleo. Em 2010, Macaé recebeu R$ 463 milhões, segundo a Secretaria Municipal de Fazenda.

Mussi afirma que gasta metade em custeio e manutenção. O restante ele diz que investe em infraestrutura para solucionar os alagamentos da cidade, localizada abaixo do nível do mar, iluminação, ampliação das estradas e na qualificação da população para trabalhar no setor de petróleo.

Para diminuir a violência, ele reivindica a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e o aumento do efetivo do batalhão local em troca da instalação de uma casa de custódia no município. Mas ele reconhece que a remoção das favelas da Ilha Leocádia será "complexa".

A saga dos Mussis no poder de Macaé começou em 1977, com o primo do atual prefeito, o cardiologista Carlos Mussi, que morreu na quarta-feira. Ele se revezou no poder com o tio do atual prefeito, Sylvio Lopes Teixeira. Riverton está no segundo mandato. "A família não compartilha das mesmas opiniões políticas. Eu fiz oposição ao Carlos Mussi e rompi com o Sylvio Lopes", diz. Único vereador de oposição, Danilo Funke (PT) discorda. "É um jogo de cena que visa a permanência deles no poder."

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