Mércia foi baleada, mas morreu afogada, confirma laudo do IML

Principal suspeito, ex-namorado ligou 16 vezes no dia do crime para vigia que também é acusado de envolvimento

Elvis Pereira, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2010 | 00h00

A advogada Mércia Nakashima morreu afogada. É que aponta o resultado do exame necroscópico feito pelo Instituto Médico-Legal de São Paulo, divulgado ontem. Conforme o delegado Antonio de Olin, que chefia a investigação, ela levou um tiro no braço esquerdo, que atravessou o braço e atingiu o maxilar.

O ex-namorado de Mércia, o PM aposentado Mizael Bispo de Souza, continua a ser considerado pela polícia como principal suspeito. Ele ligou 16 vezes para o vigia Evandro Bezerra da Silva em 23 de maio, dia da morte de Mércia. As chamadas foram feitas de um celular cadastrado em nome de outra pessoa. Para a polícia, trata-se de mais um evidência do envolvimento deles no assassinato da advogada. Ontem, o PM depôs pela quarta vez.

Mizael não havia revelado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) a existência desse celular. Ontem, durante o interrogatório, o PM confirmou ser dono do aparelho. O rastreamento do celular apontou que o policial não permaneceu no Kia Sportage dele das 18h17 às 22h32 de 23 de maio. As antenas revelam, segundo a polícia, que circulou por grande parte da cidade.

Inquérito. O delegado Antônio de Olim, responsável pelo caso, afirmou ainda que o PM não soube explicar o motivo das ligações. Segundo o advogado Samir Haddad Júnior, Mizael negou no depoimento ter feito as 16 ligações. Olim pretende concluir o inquérito do caso na semana que vem e enviá-lo para o MP.

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