Mercado de proteção cresce 140% em São Paulo

Só em 2006, 3.309 imóveis instalaram portas ou janelas reforçadas

Rodrigo Brancatelli, do Estadão

15 de julho de 2007 | 14h58

Apesar de a realidade paulistana ser bem diferente da vivida no Rio, o mercado de blindagem arquitetônica vem crescendo em São Paulo. Somente em 2006, 3.309 imóveis tiveram portas ou janelas protegidas contra balas na cidade, um aumento de 140% em relação a 2005."Apesar de o Rio ter essa imagem mais violenta, o mercado está mesmo em São Paulo", diz Ricardo Chilelli, diretor da RCI First Consultoria de Segurança Internacional, especialista em projetos nessa área. "Cerca de 95% das empresas blindadoras têm sede aqui."Segundo levantamento de Chilelli, que cruzou dados das próprias empresas do setor com os números de importação de peças usadas na blindagem, cerca de 17,3 mil imóveis têm portas blindadas na região metropolitana de São Paulo - de um total de 28 mil no País inteiro.Por volta de 500 imóveis também possuem quartos do pânico, um cômodo especial com câmeras de vigilância e paredes inteiramente blindadas para a família poder refugiar-se em situações de emergência. Há ainda 71 bunkers na capital paulista - aqueles subterrâneos antibombas inventados durante a 2ª Guerra Mundial. O preço da proteção em estilo militar: de US$ 50 mil a US$ 1 milhão."Em São Paulo ainda não existe prédio blindando toda a fachada, como no Rio, porque não há mercado para isso. Mas nos condomínios de alto padrão, por exemplo, quase todas as guaritas são reforçadas com aço e vidros blindados", observa o diretor do Sindicato da Habitação (Secovi-SP) Fernando Fornicola. Segundo ele, dos cerca de 30 mil edifícios da capital, 20% têm esquema especial de segurança, como vigias na porta ou blindagem nas guaritas. "Desde 2003, quando tivemos um pico de assaltos a condomínios, todos estão tentando se proteger. Mesmo nos prédios de classe média, já vemos um aumento na blindagem residencial."A proteção mais comum agüenta tiros de revólver Magnum calibre 44, cuja velocidade da munição atinge 425 metros por segundo e tem um impacto equivalente a 150 quilos. Os preços não são dos mais convidativos, mas também não chegam a ser proibitivos.Se uma família quiser blindar a janela do quarto, por exemplo, são R$ 3,5 mil por metro quadrado. A parede também pode virar à prova de balas, com a colocação de aço balístico no meio dos tijolos, quase pelo mesmo preço.   Rio de Janeiro blinda prédios para fugir de tiroteios Paulistano teme assalto, e carioca, bala perdida

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