Tiago Queiroz/AE
Tiago Queiroz/AE

Mercado das Flores: projeto de 2005 foi abandonado

Anunciado como novo ponto turístico da cidade, novo armazém foi cancelado após CPTM pedir área de volta

Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli, de O Estado de S.Paulo,

27 de fevereiro de 2012 | 23h02

Anunciado em 2005 como novo ponto turístico da cidade, o Mercado de Flores seria um grande armazém de 76 mil m² ao lado da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). A ideia era incentivar o comércio de flores e ajudar a revitalizar o degradado entorno. Uma licitação chegou a ser concluída para o início das obras, mas o projeto teve de ser cancelado após a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) pedir a área de volta.

1. O que é o projeto do Mercado de Flores?

Anunciado em 2005 pela São Paulo Turismo (SPTuris) e a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), o projeto prevê um centro permanente de venda de flores, plantas ornamentais e produtos de paisagismo e jardinagem, no varejo e atacado - 310 boxes seriam construídos. Também abrigaria um mezanino com restaurantes, bares, cafés, livrarias e outros serviços.

2. Quais eram os benefícios do projeto?

Além de estimular a venda de flores, o mercado seria um "novo ponto turístico" da cidade, atraindo turistas para a zona oeste de São Paulo. Além disso, seria importante para revitalizar o degradado entorno da Ceagesp. "Vamos construir um novo polo de desenvolvimento de negócios e um centro para atração de turistas com uma oferta de espaço moderno", disse, na época, o então secretário de Governo, Clóvis Carvalho.

3. O projeto não andou?

O mercado esteve perto de ser construído. Em 2007, a Prefeitura fez uma licitação e contratou uma empresa para fazer as obras e a administração do espaço a partir de 2008, quando estava prevista a inauguração. A construtora que venceu o certame investiria R$ 30 milhões em sua construção, em troca de uma concessão de 20 anos.

4. Porque isso não aconteceu?

Segundo a Prefeitura, a empresa deixou de apresentar as garantias financeiras e o contrato teve de ser cancelado. Uma nova licitação chegou a ser aberta, mas, antes da sua conclusão, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) - que era a dona da área - requisitou o terreno de volta.

5.Agora o projeto não vai mais sair?

Segundo a Prefeitura, não. A SPTuris informou que o mercado dependia daquele terreno, pois estava estrategicamente localizado em uma área próxima à Ceagesp, ponto tradicional de venda de flores no atacado. Agora, como não há terreno público daquele tamanho nas proximidades, não há mais previsão de que o mercado saia do papel.

A QUEM RECLAMAR

Prefeitura de São Paulo

http://sac.prefeitura.sp.gov.br

Ouvidoria Geral do Município

(11) 0800-175717

(11) 3334-7132

Ministério Público

(11) 3119-9000

ouvidoria@mp.sp.gov.br

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