Mercadão, 25 e Roosevelt terão garage subterrânea

Antiga promessa que começa a sair do papel deve aliviar o trânsito

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

05 Março 2013 | 02h03

As garagens subterrâneas do Mercado Municipal, da Praça Fernando Costa (nas imediações da Rua 25 de Março) e da Praça Roosevelt, todas no centro, devem enfim sair do papel. A Prefeitura marcou para 18 de abril o recebimento de propostas de empresas privadas dispostas a custear as obras.

Serão criadas ao todo 1,3 mil vagas. No caso do Mercadão, a vaga deve custar R$ 46,30 por três horas. Na Praça Fernando Costa, o preço será de 31,20 para quatro horas. Na Roosevelt, a previsão é de a vaga custar R$ 23,23 por duas horas. Haverá ainda vagas mensais.

A proposta é que as vencedoras da licitação, que terão de fazer todas as obras, possam explorar as garagens por 30 anos. Vencerá a concorrência a empresa que apresentar o maior repasse à Prefeitura para cada vaga ocupada.

O estacionamento do Mercadão ficará sob a Avenida Mercúrio, com acesso pela própria rua e pela Avenida do Estado. Terá três pavimentos e capacidade para 555 automóveis. Na Praça Fernando Costa, o acesso será pela própria praça, para motoristas que vêm da 25 de Março. Lá, a previsão também é de três andares subterrâneos, para 495 vagas. Na Roosevelt, que terá 329 vagas, a previsão é de apenas um pavimento e acesso pela Rua Martinico Prado.

Mudanças. O projeto proposto pela gestão Fernando Haddad (PT) é o mesmo que estava em andamento no fim da gestão Gilberto Kassab (PSD). Esse modelo foi apresentado após uma série de propostas fracassadas. A ideia era que as garagens públicas fossem verticais, em prédios construídos pela iniciativa privada por Parcerias Público-Privadas (PPP).

A Prefeitura chegou a lançar as propostas, que não vingaram por falta de interesse do setor privado - estacionamentos particulares da cidade concluíram que os custos não era viáveis: levaria mais tempo para recuperar os recursos investidos do que o prazo de exploração do serviço.

Na época, um dos fatores contrários apontados por empresários do setor foi o alto custo dos terrenos da cidade. No modelo lançado agora, os locais dos estacionamentos já são públicos.

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