Mentores do roubo à Protege seriam os mesmos do BC do Ceará

Deic aponta semelhanças entre as duas ações; apenas R$ 5,1 milhões dos R$ 20 milhões foram recuperados

Felipe Grandin, do Jornal da Tarde,

14 de setembro de 2007 | 15h26

O roubo de R$ 20 milhões da Protege, na madrugada de terça-feira, 11, em São Paulo, pode ter como mentores os mesmos ladrões que roubaram o Banco Central de Fortaleza, em maio de 2005 - quando cerca de R$ 156 milhões foram levados. Segundo o delegado Ruy Ferraz Fontes, da Delegacia de Roubo a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), um pequeno grupo pode ter planejado os dois crimes e usado pessoas diferentes na execução.    Assalto cinematográfico Imagens do circuito interno flagram o roubo    Uma das semelhanças entre as ações seria a complexidade e a eficiência. "Eles sabiam como fazer", disse Fontes. A polícia concluiu que 62 pessoas participaram do roubo à transportadora de valores, sendo que apenas duas foram presas e apenas R$ 5,1 milhões tenham sido recuperados. O fato de os bandidos terem muitas informações sobre a empresa reforça a suspeita de que funcionários participaram do crime. "A hipótese é muito forte."   Entre os bandidos estariam funcionários da empresa; durante a ação, dois homens foram mortos. Na quarta, foram divulgados os nomes dos dois presos. Antonio de Jesus Pereira, de 28 anos, e Eduardo Silva, de 32, cumpriam pena por roubo e estavam em liberdade condicional. Segundo a polícia, eles confessaram, mas não identificaram os comparsas. Os dois não teriam participado da organização e só no domingo souberam o local do roubo.   Pereira foi o primeiro a entrar no buraco aberto com explosivos na parede da Protege. Silva esperou no carro e ajudou o comparsa a fugir. O motorista receberia R$ 50 mil pelo serviço. O outro ficaria com parte do dinheiro roubado. Os investigadores do Deic chegaram aos bandidos com ajuda da Polícia Federal, que monitorava os dois por outro crime. Eles foram capturados na Avenida do Estado enquanto esperavam para receber o pagamento. O delegado disse que outros membros da quadrilha já foram identificados.

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