Menos de 5% dos corpos resgatados chegam inteiros ao IML

Por conta disso, o trabalho dos médicos do instituto deve levar, no mínimo, 30 dias para ser concluído

Naiana Oscar, do Jornal da Tarde,

19 de julho de 2007 | 19h53

O diretor técnico do Instituto Médico Legal (IML), Carlos Alberto de Souza Coelho, afirmou na tarde desta quinta-feira, 19, que menos de 5% dos corpos resgatados em Congonhas chegaram inteiros ao IML. "A maior dificuldade é a grande quantidade de ferimentos e lesões que os corpos apresentam", afirmou.   Veja também:  Bombeiros enviam 207 sacolas com vítimas ao IML  Lista completa dos mortos Quem são as vítimas do vôo 3054 As histórias das vítimas da tragédia O local do acidente Opine: o que deve ser feito com Congonhas? Os acidentes mais graves da aviação brasileira Cronologia da crise aérea Conheça o Airbus A320 A repercussão da tragédia no mundo Assista a vídeos feitos no local do acidente   Por conta disso, o trabalho dos médicos-legistas deverá levar, no mínimo, 30 dias para ser concluído. Coelho disse ainda que os exames de DNA serão usados como último recurso no reconhecimento. Até agora nenhum exame deste tipo foi requisitado, mas, devido ao estado de alguns dos corpos, o recurso certamente será utilizado.   Duas frentes   O diretor do IML informou que o IML trabalha em duas frentes distintas: uma em Congonhas e outra no próprio instituto. Os médicos em Congonhas fazem a triagem dos corpos (quando isso é possível), e os do IML se retêm à identificação dos mortos.   Aproximadamente 80 profissionais trabalham de forma incessante na descoberta da identidade dos corpos. Alguns destes, segundo o diretor, trabalham até 30 horas seguidas. Esse trabalho está sendo tratado como " uma questão pessoal" pelos médicos.

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